Sobre como as pessoas mudam (mas não deixam de ser quem sempre foram)

By Jorge Wagner

- Não tenho mais porquê ser a mesma pessoa, saca?
- Claro que não tem! O tempo passou!
- E eu tenho que pensar nas crianças, cara! Não tem como eu querer ser a mesma pessoa que eu era quando tinha 14, 15 anos.
- Que bom ouvir você falando assim.
- Eu fiz muita merda. Muita mesmo, e você sabe. Mas tenho que pensar nos meus filhos. Não é porque to por minha conta outra vez que vou voltar a fazer o que fazia antes.
- Olha, sinceramente, eu fico muito feliz em ouvir você falar essas coisas. A gente ficou muito tempo sem conversar, não dava pra ter noção de que você havia realmente amadurecido assim.
- Vinte anos e mãe de dois filhos, rapaz! Não dá pra brincar.
- Lembra daquele churrasco no seu aniversário de… de quantos anos?
- De 12! Claro que lembro! Tem foto de vocês aqui! Tá em algum lugar do quarto da minha mãe.
- E agora você com esse papo de mãe, toda consciente!
- Pra você ver.
- Quanto tempo a gente não parava pra conversar direito mesmo, ein?
- Ah… há quase cinco anos!
- Tudo isso?
- Por aí.
- Nossa, a gente precisa mesmo colocar a conversa em dia!
- Ué, a Ana tá me chamando pra assistir Mr. Catra no sábado. Vamos?
- Hahahah, Catra?! Eu?
- E você acha que eu gosto?
- Então vamos!
- Pega mais um pedaço dessa lasanha então!
- Dá mais aí!

Uma resposta para “Sobre como as pessoas mudam (mas não deixam de ser quem sempre foram)”

  1. karen Disse:

    esse é genial!

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