correção de rumo

Má como?!Tá tudo pronto, cara! Não vá mudar de idéia agora, Wagner… não faça isso… você vai ter que mudar TUDO! Mas… se não mudar… vai ser tudo tããããão chato! E agora? Se mudar… será que consegue? Será que consigo? Recomeçar… refazer… corta, recorta, destaca, pesquisa… por que não?! Quer saber MESMO? DANE-SE! Se eu não fizer, quem vai fazer? O que eu não disser, quem vai dizer? Quem pode… além de mim, ao menos lá… ao menos entre aqueles patetas que, salvo raras exceções, só não são tão patetas quando falam sobre esportes (e aí o pateta sou eu) ou chatices zen-ecológicas (blagh!)? Algo a acrescentar… relevância… algo para a vida toda… visibilidade… abrir caminhos… é pra mim! Tô nessa!”

O diálogo interno não foi bem assim. Ou foi. Não sei. Talvez tenha sido. Não lembro mais.

Depois de alguns meses quebrando a cabeça para cumprir as exigências do programa da faculdade-que-não-está-nem-aí-com-o-seu-bolso (leia-se Estácio de Sá) para entregar, em julho passado, o projeto do que viria a ser a minha monografia (que na realidade eu deveria estar fazendo agora nesse período, mas que tive de deixar isolada para o período que vem devido a um problema bem comum – leia-se GRANA), resolvi deixar de lado essa história de jornalismo cultural na internet e dar shift + del na baboseira semi-nerd de “circularidade da informação” (pro inferno, Bourdieu!).

Cheguei a uma conclusão que na realidade já deveria ter chegado há tempos: não há como ser exposto a Truman Capote, Hunter Thompson, Tom Wolfe e toda essa turma de colhões suficiente para deixar de lado o tom pastel e dar cor a essa coisa estranha chamada jornalismo e simplesmente passar imune (bem, pelo menos eu não fui capaz…). E é por isso que, apesar do MUITO trabalho que prevejo à minha frente (e quando digo MUITO, estou falando sobre MUITO MESMO), estou um tanto empolgado com meu novo projeto, que começo a redigir em outubro (assim que passar a primeira fase de provas da maldita faculdade): uma análise de como diversos veículos da mídia impressa nacional assimilaram os conceitos do que Tom Wolfe chama de “novo jornalismo”, na época do manifesto (“The New Journalism”) – analisando o Pasquim e a Realidade – e como continua os assimilando hoje em dia – e aí entra a análise da Bravo! e das novíssimas Piauí e Rolling Stone (que de tão novas ainda nem tiveram seus respectivos #01 publicados, o que só vai acontecer no mês que vem).

É coisa-pra-cacete, repito. Mas, cara… é o que eu quero, é sobre o que eu quero, é sobre o que eu gosto. Como não me empolgar?

2 Respostas to “correção de rumo”

  1. André Julião Says:

    Isso aí, cara. Temos que fazer o que nos dá tesão. Dou logo uma dica: comece o quanto antes! Agora estou vendo como estou atrasado! Não espere o semestre em que terá que entregar para começar a escrever. Nem sempre se está inspirado (como não estou agora e não estou escrevendo, como deveria).

    Outra coisa: procure pela tese de FALASCHI, Celso Luis. Não lembro o título, mas é algo como “A instrospecção nos jornais brasileiros”, em que ele analisa os maiores jornais do Brasil e mostra como muitos usam elementos do Jornalismo Literário em suas reportagens – e os que o fizeram tiveram aumento da tiragem.

    À luta!

  2. visite o piauí « “A Canção Pobre” Says:

    […] visite o piauí O Julião deu o aviso lá no blog dele: o site da piauí (assim mesmo, com letras minúsculas) já está no ar. Vai lá dar uma olhada. Com um pequeno trecho do manifesto de apresentação, já dá para sentir o clima daquela que, provalvemente, será a melhor publicação jornalística do país nos últimos tempos (e como, no Brasil, qualidade e sucesso não caminham necessariamente lado-a-lado, isso não significa certeza de boas vendas, apesar deste que vos escreve torcer bastante para isso): “(…) está proibido o uso das expressões “governança corporativa”, “tá ligado?”, “home theater”, “recursos não-contabilizados”, “Roberto Justus” e “galera”, a não ser como sobrenome. Ela dará importância ao que, por ignorado, é tido como insignifcante. Tratará de achar novidades que, por esquecido, parece velho e ultrapassado. A revista não será ranzinza nem chata. Sisudez não é sinônimo de seriedade. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. piauí terá humor, graça.” Precisa de mais alguma coisa? Só a frase “sisudez não é sinônimo de seriedade”, que seria mote de um texto que quase escrevi há umas semanas (ainda não desisti da idéia, só preciso encontrar uns links que gostaria de citar como exemplo) já me faz abrir um largo sorriso! *********** Não resisti e já comeceia adiantar algumas pequenas coisas referentes à minha monografia. Listei os livros que vou precisar, separando entre os que eu já li (e fiquei surpreso em descobrir que já li a maioria), os que vou precisar ler (e quase fiquei surpreso ao descobrir que é bastante coisa também) e os que gostaria MUITO de ler o quanto antes (fiquei bem curioso com esse aqui), visitei uma meia dúzia de sites, separei uma meia dúzia de textos e mandei alguns emails, já garantindo possíveis ajudas (dicas, etc) de gente como o Cardoso (aquele da monografia sobre gonzo) e do Edvaldo Pereira Lima, do Texto Vivo. Quer saber? Não vejo a hora de começar a a redigir! […]

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