Rolling Stone Brasil #01

Sexta-feira, 20 de outubro. Chega às bancas a tão esperada Rolling Stone Brasil.
A segunda tentativa de uma versão nacional da revista (uma primeira tentativa aconteceu no começo dos anos 70, pelas mãos de Ana Maria Bahiana) traz como editor o jornalista Ricardo Cruz, ex da Revista da MTV.

Fundada em 1967, RS é praticamente uma instituição quando se fala em cultura pop. Mais do que uma revista sobre música, é uma revista sobre comportamento jovem. E uma revista que já contou com gente do gabarito de Lester Bangs e Hunter Thompson merece, no mínimo, um pouco de atenção.
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Metade do conteúdo da edição nacional da RSB vem da matriz norte-americana, enquanto a outra metade, produzida por esses lados do atlântico. E, numa rápida olhada no exemplar que acabei de adquirir… é aí que pode morar o perigo.

Ponto forte da edição #1: Brasília: Um Circo Sem Festa”, matéria de Ricardo Soares sobre “as novas e velhas atrações do circo”, em que ele afirma, logo de cara, que “a nova composição do Congresso Nacional não é nem mais nem menos lamentável do que sempre foi. Apenas o reflexo da miséria em que nos encontramos. Mas merecemos”. E merecemos mesmo.

Pontos fracos: Para começar, a capa. Não que Gisele seja uma imagem ruim de se ver (LONGE DISSO!), mas… quanto conteúdo… aí sim, ficam as dúvidas. Além do mais, ao contrário da afirmação feita, Gisele pode até ser a maior popstar nascida no Brasil, mas não é a maior “popstar do Brasil” (o perdão, por outro lado, vem ao perguntarmos: que revista feita pretensamente para um público… hmmm“descolado” estamparia em sua capa uma foto da Xuxa ou do Ivetão Sangalo?). O segundo, bem pequeno, dispensa explicações: “Pitty Indica” (mas… Pitty?!). Já o terceiro fica por conta das páginas 38 e 39 e “Cansei De Ser Sexy: O diário secreto (e bêbado)”, um “On The Road” com uma banda que, independente do fato de ser contratadada Sub Pop (CSS é literalmente sub…pop…), e estarem fazendo shows no exterior, é uma farsa extremamente irrelevante, escrito pelo baterista Adriano Cintra, um dos sujeitinhos mais babacas que já apareceram na face da terra (e se você acha essa afirmação um tanto exagerada, dê uma lida no blog do sujeito, e, depois na “matéria” e então dê a sua opinião).
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Vida longa à Rolling Stone Brasil, e que os pequenos deslizes da primeira edição venham a acontecer cada vez menos nas edições seguintes.
Afinal… quem REALMENTE se importa com o que a Pitty anda ouvindo?
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ps.: Ao contrário do que afirma Adriano Deslumbrado Cintra em seu texto, não são apenas os jornalistas velhos e saudosistas que não gostam e acham sua… “banda” uma farsa entediante.

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14 Respostas to “Rolling Stone Brasil #01”

  1. Edson Junior Lain Says:

    Bom dia Jorge. Nem me fale de P. Coelho. E, cara, essa capa da Rolling Stone….putz…. dá vontade de lamber com os olhos. Você já comprou? Eu ainda não, mas comprarei. A Gizelle é PHoda…

  2. Carina Says:

    Estou implicante hj e não gostei da capa, mas pelo menos foi melhor do que se tivesse a Ana Hickman. blerg… kkkkkkkkkkkkk

    Não vou comprar a revista msm, mas, vida longa a ela!!

    E não sei pq da implicancia com a Pitty. Vi um vidalog com ela e ela me pareceu mto inteligente e boa pra dar dicas… =P

    bjos Jorge!

  3. Jorge Wagner Says:

    comprei sim, Edson! ainda estou lendo, e até que está legal!
    como já disse, tomara que dê certo.
    quanto mais opções no mercado, melhor! heheh

  4. Bruno Says:

    Tem versão online??

  5. Marco Says:

    eba tem pitty na revistaaaaaaaaaa

  6. Jorge Wagner Says:

    tem…
    por sorte, bem poucas linhas.

  7. aumento do número de acessos « “A Canção Pobre” Says:

    […] Foi com certa supresa que notei, de uns dias pra cá, o absurdo aumento no número de visitantes aqui no Canção Pobre. Tudo bem que eu esperava mais acessos por aqui, que eu tenho divulgado o blog para amigos e amigos de amigos, mas… mais do que TRIPLICAR as visitas diárias em relação ao mesmo período do mês passado, eu realmente não esperava. Fico feliz em saber que o texto sobre a Rolling Stone foi responsável por isso. Sinal de que há interesse pela publicação e, talvez, também sinal de que ela terá futuro. Até então, Caixa Preta era o mais visitado (tragédias sempre chamam a atenção) e, logo em seguida, o da Revista piauí (outro bom sinal). Eu já estava quase apelando… pensando em um texto repleto de palavras e expressões como “putaria”, “sandy pelada”, “vídeo da Cicarelli”, “como baixar vídeos no YouTube”, “Angelina Jolie” etc, só pra ver se um post assim iria atrair muitas visitas, mas desisti da idéia. Ops! […]

  8. Says:

    Concordo com vc! quem quer saber o q a Pitty ouve, diz, faz… Harg!
    Achei a capa, pra lá de obvia…desde q ouvi q RS nacional estaría d volta apostei q a capa sería Gisele, linda, rica, pop, mas vazia, assim como a matéria sobre a moça…enfim…estás coberto de razão

  9. André Julião Says:

    Eeeeeeee… Nossa, hoje tirei a noite pra comentar seu blog… Achei a letra muito pequena. Muito mesmo. Mas ainda não comprei a minha.

  10. Pirata Psíquico Says:

    Escorregos aqui e ali ( ainda não me conformei com as 5 estrelas dadas ao disco de caetano e as miseras 3 para o modern times do dylan. bom, pelo menos tem crítica . coisa rara nesta terra de “grandes figuras humanas”. tem gente recebendo até 2)

    gostei muito das reportagens sobre política ( a sobre o Acre tb trata de política). mas ainda quero mais. a versão gringa as vzs te desmonta com uma reportagem. a cobertura do “sexgate” do clinton foi demais. uns 2 ou 3 anos teve uma reportagem que relacionava datas marcantes das invasões do oriente medio e aprovação de leis anti-ambietalistas ( fazendo vc olhar para um lado e te atacando do outro. estilo batedor de carteiras). de botar qualquer time maggazine no chinelo

  11. Jorge Wagner Says:

    hahah, eu sugeri Ivete aqui na primeira edição e… adivinha só quem vai ser capa da 3ª?
    dááá-lhe Ivetão de perna de fora!

  12. Tatiana Martins Says:

    ficou show a capa da revista!

  13. Elton Says:

    poxa . eu concordo q realmente ninguém tem nada a ver com q a Pitty está ouvindo . Mas ela é o q é e chegou onde chegou com muito mérito. Não é justo q a julguem como um fracasso ou coisa parecida , ela apenas diz o q pensa e defende suas ideis, se boas ou ruins não cabe a ninguém julgar a não ser ela mesma.

  14. Jorge Wagner Says:

    poxa, Elton, me permita discordar de você…
    temos plenas condições de discordar das idéia de qualquer um, tanto que vc discordou de mim.
    “diz o q pensa e defende suas ideis, se boas ou ruins não cabe a ninguém julgar a não ser ela mesma.”
    esse tipo de argumento poderia ser usado para defender Hitler e tantos outros monstros da história da humanidade.

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