idéias…

Tarde de domingo, mês de maio, dia das mães. Ele, bermuda jeans, camiseta preta com estampa da Horror Business Records e chinelo de dedo, encosta a bicicleta (“É emprestada. Daqui a pouco tenho que ir lá devolver pro cara!”) e se esparrama pelo conhecido banco de madeira. Naquele banco, naquela tarde, ele é só mais um calmo funcionário público em dia de folga, apenas um cidadão (gordinho) qualquer. E essa é sua praça, sua casa, sua área, sua cidade: a pacata e tediosa cidade de Paracambi, interior do Rio de Janeiro, onde ele, Anderson Raposo, 24 anos, nasceu e foi criado.

Anderson começou na música aos 16 anos, substituindo o vocalista de uma banda de amigos (“Molecagem, tempos de colégio. Saia da escola e ia pro fliper com os caras. Um dia chegaram para mim, falaram que a 288 estava sem vocalista e perguntaram se eu queria entrar. Topei!”) e em 2002, aos 20, montou sua própria banda, a Razzia, que terminou em maio passado, tendo rendido pouco mais que alguns shows em um CD demo com três músicas.

Ainda em novembro do ano passado, Anderson assumiu o posto de vocalista do Jason, conhecida e experiente banda carioca de hardcore, já com vários álbuns (Odeia Eu de 1999 – Eu Sou Quase Fã de Mim Mesmo de 2000 – Eu, Tu, Denis de 2002, todos pelo selo Tamborete Brasil) e participações em splits e coletâneas lançadas em diversos países do mundo. Em pouco tempo, Anderson viu sua rotina de funcionário público, estudante universitário e músico-de-final-de-semana mudar, dando lugar à shows freqüentes, não só no Brasil, considerando as quase 35 apresentações da mini-turnê na Europa, que começou em 17 de março em Berlim, na Alemanha, passou pela França, pela Áustria e pela Eslovênia e voltou novamente para a Alemanha, chegando ao fim no último 1º de maio, com um show na cidade de Lübeck. Tudo uma grande novidade para o gordinho do interior, que saia do Brasil pela primeira vez…

Mesmo tendo depois descambado para uma entrevista “comum”, eu gosto bastante do tom dessa abertura do papo que levei com o Anderson, vocal do Jason, publicado originalmente há alguns meses no Scream & Yell.
Quero escrever perfis mais “leves”, com o tom que tentei dar ao começo dessa entrevista. Pra começar, estou tentando a possibilidade de entrevistar um outro sujeito, um pouco mais conhecido. O problema é que o cara tem fama de não falar muito sobre o passado… já fui atrás de quem pode de repente me ajudar e… vamos ver no que dá.

Por enquanto é só uma idéia.>

Uma resposta to “idéias…”

  1. André Julião Says:

    Cara
    Escrever um perfil é um puta TESÃO (depois não sei porque pervertidos chegam no meu blog). Eu fiz um que gostei muito, mas ainda não achei uma ocasião nem um local adequado para publicar.
    Procura gente que vc conheça, mesmo, porque aí já terás a PAUTA e aprofundará o que já sabe. Mas gente que não fala é problema. Mas gente que fala demais também.
    Mas acho que é importante que seja uma pessoa legal.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: