Archive for novembro \29\UTC 2006

Como em um livro, um filme ou um “era uma vez”

novembro 29, 2006

Foi então que aquela garota, que eu conhecia desde o já distante ano de 2002 e com quem voltara a ter contato (via mundo digital) há pouco mais de três semanas, uma certa sexta-feira de maio veio me cobrar uma promessa:

– E o livro, ein? Quando você vai me emprestar?
– Poxa, bem lembrado! Estava emprestado com um amigo, mas ele me devolveu HOJE! Ia até falar isso com você!
– Ah! Me empresta então!
– Claro! Como faço pra passá-lo pra você?
– Não sei… você está em casa domingo?
– Tô sim!
– Passo aí de tarde então!
– Tá certo! Qualquer coisa, me liga!

Ela ligou. Ela foi. E assim, naquele domingo, pouco mais de 48 horas após voltar para casa depois de um bom tempo rodando entre amigos, meu exemplar de Alta Fidelidade saía de minhas mãos mais uma vez. É claro que eu não liguei. Ainda mais por ansiar pelo menos por um mês (desde uma noite na qual voltamos com uma mesma turma de um pequeno show de uma banda de amigos em comum) pelo dia em que teria a chance de vê-la novamente à minha frente.
E ela estava… LINDA – assim, com todas as letras maiúsculas. E tímida. E, com sua bela saia preta, sua camiseta branca, seu pequeno par de óculos, seus cabelos presos… ela sorria, abaixava os olhos, olhava para os lados, balançava os braços. E eu… eu me apoiava no portão, sorria sem parar aquele sorriso não menos tímido, com a boca fechada e olhos apertados, mirava as pequenas bandeiras estendidas por toda a rua (era época de Copa do Mundo) – bem, fazia isso pelo menos durante os momentos em que não conseguia desgrudar meu olhar daqueles lindos e brilhantes lábios.

Eu já falei do perfume? Não?! Céus… aquele era o melhor cheiro que eu jamais havia sentido em qualquer pessoa, em qualquer época, em qualquer situação.

Livros pra lá, filmes pra cá, shows, cds, cachorros, vizinhos legais, vizinhas fofoqueiras, doces, futebol, bandeirinhas, amigos sumidos, lembra-daquele-dia, quando-foi-mesmo-aquele-meu-aniversário-em-que-você-veio-aqui, já-faz-bastante-tempo e muitos outros assuntos tratados assim, com uma simplicidade quase boba, por trás de sorrisos e olhares desviados.

Tá bom. Eu sei. Eu sei que já falei “sorrisos” muitas vezes por aqui. Mas foi assim mesmo. Nem consigo me lembrar há quanto tempo não sorria tanto quanto sorri naquele dia.

Não é difícil adivinhar: me apaixonei.

Oito dias depois, quando receberia de volta meu Alta Fidelidade (ler Hornby: ponto! Ler rápido: mais pontos!), alguns minutos de conversa e… lá estávamos nós, juntos, como num pequeno simples conto em que (quase) tudo começa com um livro, ou um filme, ou um disco, ou um “era uma vez”, ou mesmo com uma lista de 5 de qualquer coisa que seja passível de ser listada. Estávamos cogitando um namoro no segundo dia, assistindo filmes no terceiro, indo juntos a um show dos Los Hermanos no quinto.

A verdade, percebemos alguns dias depois, é que éramos um casal desde o momento em que demos nosso primeiro beijo.
***

– Comprei um presente pra você, mas queria entregar só na quarta-feira!
– Ah, não! Você sabe como eu sou curioso!
– Sei sim! Na verdade, eu queria embrulhar antes…
– Não precisa!
– Um instante.

E lá vem ela, com um de seus lindos sorrisos nos lábios, trazendo em suas mãos, postas para trás, alguma coisa para mim. Ela se põe ao meu lado e vira devagar, enquanto diz:
– Estava procurando há um tempo, mas só encontrei hoje. Vê se você gosta…

Se tudo – ou quase tudo – começou com um livro de Nick Hornby, ela sabe exatamente como me surpreender e marca nosso sexto mês juntos (quem se importa com um ou dois dias de antecedência?) me presenteando com o DVD de um certo filme, baseado num certo livro, com um certo John Cusack no papel principal: Alta Fidelidade.

Como não gostar?
Como não acreditar que estou ao lado da pessoa mais especial do mundo?

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não leia isso!

novembro 28, 2006

Deve ser o calor. Ou não. Talvez sejam as provas finais na faculdade. Em todo caso, o fato é que o estresse antingiu o ponto máximo por aqui, e isso por si só já explica a falta de textos novos.

Espera só um pouquinho, ok? Eu volto logo. E menos mal humorado.

300 filmes para ver (e 1 livro para ler) antes de morrer

novembro 25, 2006

Reproduzo abaixo, na íntegra, um email do Fred Leal, divulgando o livro 300 filmes para ver antes de morrer, que contém alguns textos de sua autoria:

Amigos,

desculpem a invasão na caixa de email de vocês. É que eu acabei de ser publicado em livro pela primeira vez, e quero compartilhar minha emoção com vocês.

Chegou hoje nas bancas de Rio e São Paulo, e acho que até semana que vem, em todo o Brasil, o livro 300 filmes para ver antes de morrer, editado na coleção Mente Aberta da Revista Época.

http://www.alexmaron.com.br/300filmes

O título é bem explicativo: 300 filmes FODAS, mais um monte de informação extra: gêneros, listas, teorias, biografias, e tudo aquilo que um cinéfilo precisa ter decorado pra não fazer feio nos Espaço Unibanco e Mostra CCBB da vida.

O mais legal é que eu escrevi sobre uma porrada desses 300 filmes. Sério mesmo, pode catar lá, meu nome tá nos créditos da última página, e toda resenha encerrada num (FL) são – adivinha! – do Fred Leal.

O livro ainda tem textos de Alexandre Matias, Alexandre Maron, Vladimir Cunha e Arnaldo Branco. Sentiu o nível, né? Então dá essa moral pro amigo aqui e compra nosso livro na banca mais perto da sua casa – ou longe, o problema é seu.

20 reau, num guia que vai durar a vida toda, você vai emprestar pros seus amigos, e ainda serve para enriquecer sua cultura cinematográfica a ponto do Cahiers du Cinéma ligar pro seu celular pedindo uma consultoria. E se você nem sabe o que é o Cahiers du Cinéma, mais um motivo pra você comprar o livro logo.

Tem um sitezinho não-oficial aqui, com clipe no YouTube e tudo. Você ainda pode ler umas páginas do livro – entre elas, a do meu texto sobre O Grande Lebowski, esse novo-clássico do cinema chapado.

Além desse, você ainda descobre por que eu acho que filmes como Cães de Aluguel, Uma Cilada para Roger Rabbit, Medo e Delírio e Era Uma Vez no Oeste são fundamentais na sua formação como indivíduo e ser social.

Se você for um cara estável e rotineiro, ainda sugiro como meta pra 2007 assistir a cada um desses filmes, um por dia. Ainda sobram 65 pra você distribuir entre as obras que só aparecem nas listinhas.

E não, eu não tô levando um por fora pela divulgação, nem levo um extra na vendagem. É que o livro tá bonzaço, mesmo.
Se você também curtir muito, e ainda quiser me oferecer um EMPREGO, tamos aí.

***
Valeu a força, galera.
Abs,
Fred
http://www.revistabala.com.br [zine]
http://badtrip.com.br/tamarindo [blog]
http://badtrip.com.br/batata [pod]

Tá aí um bom presente para a mulher-mais-cheirosa-do-mundo! Fizemos algumas contas um dia desses e percebemos que, em seis meses de namoro (que na verdade só se completam na próxima quarta-feira), assistimos cerca de 160 filmes.
Teve coisas – e a maioria – MUITO boas, mas, para compensar… teve cada porcaria que dá sono – ou raiva – só de lembrar!

Vai por mim: Jamais alugue O Vizinho Perfeito, ou Wolfcreek (no terceiro dia de namoro então, nem pensar!), ou Protetores do Universo (isso foi culpa da minha cunhada!), ou…

Quer saber?
Compre o livro e facilite sua vida!

Pink Moon por Damien Jurado

novembro 23, 2006

Não sei se você se lembra, mas, há uns meses, escrevi aqui sobre Damien Jurado, um dos sons mais legais que conheci nos últimos tempos (mesmo com o cara gravando desde 1997, só vim a conhecer esse ano). Cheguei até a lincar alguns álbuns do sujeito, mas parece que os links já não funcionam.
Então… se por algum acaso você AINDA não o conheça, aproveita que o Heber escreveu sobre ele no Música Social, deixando 6 canções disponíveis para download. E entre essas seis, destaco o belo cover de Pink Moon, do Nick Drake.

E por falar no Musica Social, agradeço ao Heber por ter reproduzido por lá a entrevista que fiz com o Jander, postado inicialmente aqui e reproduzido depois no site da Plebe Rude, na Discoteca Básica, no Scream & Yell e que, em breve, será publicado na Gazeta de Limeira (e eu nem sei direito onde é isso!).
***

Período da faculdade acabando. Volto a postar regularmente assim que conseguir tempo para respirar!

fica entre mim e você.

novembro 20, 2006

Batalhar um álbum de maioria inédita depois de ter lançado um de muito sucesso com releituras para suas próprias músicas (“Minhas músicas por mim. Como Leoni cantaria as músicas do Leoni” – me diria ele há dois anos e alguns meses, numa das primeiras entrevistas que fiz  – e que ninguém leu além da professora que cobrou uma entrevista como nota da prova) não deve ser NADA fácil.

Outro Futuro, novo disco desse senhor budista, não traz (ainda bem!) nenhuma versão para “Garotos”, “Fixação” ou seja lá qualquer sucesso-chiclete que você possa lembrar. É novo. É quase todo novo (“50 Receitas” já havia sido gravada por Frejat, enquanto “A Chave da Porta da Frente”, pelo Barão Vermelho, e ambas são infinitamente melhor aproveitadas por Leoni). Um puta disco de belas melodias, daquelas que fazem você agradecer pela existência de um certo Paul McCartney, com muitos violões à Dylan, violinos à Damien Rice (não há como não notar, de imediato, as semelhanças de certos arranjos, como da bela “Quem, Além de Você”, com arranjos já trabalhados em canções do bardo irlandês).

Leoni consegue a proeza de fazer um disco de pop, que é, ao mesmo tempo, um disco de mpb e, mais do que qualquer outra coisa que já tenha feito, um disco de folk. Isso, por fim, soa tão bem que corre o risco de não agradar a massa. Afinal, com o próprio compositor afirma na Nick-Hornbyniana “Lado Z”: “Delicadeza e doçura não fazem muito sucesso”.
***

“Pouca gente ouviu falar
Nunca passou na TV
Não vai ser moda, nem livro
Nem vai ter fila pra ver

Delicadeza e doçura
Não fazem muito sucesso
Nem alegrias de bolso
E nem amor que deu certo

Fiz uma lista sem fim
De como sem perceber
Você me deixa
Imensamente feliz

Não vou mostrar pra ninguém
Fica entre mim e você
Vai ser nosso greatest unhits
Nosso lado Z

Não vai sair nas revistas
Nenhuma nota ou registro
Só esse amor que se basta
Em ser amor e só isso

O vento, a tarde e nós dois
A gente rindo por nada
Me descobrir nos seus olhos
E eternizar madrugadas

Fiz uma lista sem fim
De como sem perceber
Você me deixa
Imensamente feliz”

[Leoni – Lado Z]

minha “estréia” na RSB

novembro 18, 2006

Pronto Jorge Wagner, agora vc já pode dizer que teve um texto seu circulando em edição da Rolling Stone, revistinha pela qual Thompson, Wolfe e outros também passaram. Ainda que o texto tenha saído na seção de cartas (tinha mesmo que ser em um espaço alternativo dentro de uma publicação alternativa, oras). Tá lá na nova edição com Iggy na capa.

Marcos Pedrosa, amigo e ex-professor, por email.

E não é que é verdade mesmo? Olha lá!

Loucuras, Barba, Lanny, Youth e o começo do fim dos Hermanos

novembro 18, 2006

Não Devo atualizar tão cedo. Então… toma um texto grandão!
E vê se deixa uma pegada por aqui, viu?

I – Esquizofrenia:

Schizophrenia é o nome da faixa de abertura do álbum Sister, lançado em 1987 pelo Sonic Youth. Esquizofrenia é uma espécie de transtorno do funcionamento cerebral (não é muito correto chamá-la de “doença”), que, segundo muitos acreditam, entre outras coisas, influi também no “potencial artístico” de quem a possui – não sendo portanto de toda má.
De fato, eu mesmo conheço três sujeitos, com diferentes graus de esquizofrenia. Três exímios músicos que compartilham, além do fato de serem autodidatas, os problemas de se conviver em sociedade, as crises de alucinações e as fobias (um tem medo de porco, outro de… CAFÉ e o outro, de cães – por menores que sejam). E os três estão por aí: um é professor de guitarra em uma escola de música para adolescentes, o outro é fotógrafo e o terceiro… bem, o terceiro passa boa parte do tempo trancado em casa e, de vez em quando, arruma algum aluno para suas aulas de teclado.

Não se assuste ao saber que a esquizofrenia é muito mais comum do que se possa imaginar. Assim como qualquer… “loucura”. Diz o velho ditado que, blablablá, “todo mundo tem um pouco”.
***

II – Barba é loucura?

Usar barba em dias de calor infernal deveria ser caso de internação. Mas… vá convencer aquela sua namorada – que diz com tamanho jeitinho “Amor, eu gosto da sua barba!”, e que passa uma semana olhando de lado para você caso você tenha se barbeado sem aviso prévio – que, nesses dias quentes, barba… INCOMODA PRA CACETE!
Será que Rodrigo Amarante, que, com aqueles passos estilo bonecão-de-posto consegue dar toda a graça à um show dos Los Hermanos, sofre em dias quentes como esse? Será que a barba é para agradar alguma namorada, ou familiar, ou sei-lá-mais-o-quê?!
E, se não é por nada disso… será que ele é… DOIDO?
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III – O Mago:

“Minha realidade é outra. Vivo no meu mundo muito particular, todo de paz e amor. Parece que estou no céu, no nirvana”.

Lanny Gordin é um gênio das guitarras no tocante à música brasileira, só encontrando paralelo com Sérgio Dias, o eterno Mutante que, aliás, é seu fã declarado. É uma daquelas figuras que, assim como Rogério Duprat (maestro tropicalista falecido em outubro passado), esteve presente em gravações de discos que você certamente já ouviu, como, por exemplo, Gilberto Gil, de 1969, e Expresso 2222 – discos da época em que Gilberto Gil ainda merecia ser ouvido.

Dono de um estilo único (alheio a qualquer regra e convenção tradicional), em certo momento dos anos de 1970, o músico autodidata simplesmente… pirou. O diagnóstico: esquizofrenia. Schizophrenia!

Durante quase trinta anos seguintes, Lanny sumiu do showbusiness, indo e vindo de clínicas de saúde mental (mas vale citar que, nesse tempo, participou de discos de Jards Macalé e Chico César, entre outros). Em 2001, lançou um disco. Em 2004, outro, e agora, em fins de 2006, outro: Lanny Duos, com participações de Adriana Calcanhoto, Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Fernada Takai, Gal Costa, Rodrigo Amarante, Zeca Baleiro e outros. 
***

IV – Orquestra Imperial:

Tenho uma teoria não muito otimista quanto ao futuro dos Los Hermanos. Quem me conhece sabe o quanto detesto a estréia dos caras, acho o Bloco um ótimo momento de transição e o Ventura… uma obra prima. E muitos são os artistas que ficam sua carreira eclipsada por terem lançado uma obra prima (caso de Paulinho Moska, por exemplo, que gravou dois bons discos, mas nenhum à altura de Móbile). Por conta disso, eu tinha muito medo do que poderia ser o quarto álbum dos barbudos. E… veja bem… eu até gosto dele, mas, convenhamos que 4 marca o início do fim da banda, cada vez mais polarizada: uma faixa trás o “Los Hermanos do Camelo”, a outra, “Los Hermanos do Amarante”, e é assim do começo ao fim. Duas bandas distintas.

A notícia de que a Orquestra Imperial – mega-banda que conta, entre outros, com a presença de Kassin, Thalma de Freitas e… Amarante – lançará um disco de inéditas no início de 2007, e que o repertório inclui “O Mar e o Ar”, uma composição de Rodrigo, é ótima, mas vem somar pontos à minha teoria de que…

Deixa esse assunto mais pra frente!
***

V – Ligando os Pontos:

Rodrigo Amarante quis cantar “Mucuripe”, clássico de Belchior e Fagner já registrado por Elis Regina e Roberto Carlos, mas não pôde: a música já tinha sido escolhida por Fernanda Takai. Amarante mostrou uma sua, nova – e foi ela que ficou.

Há uma pérola nova, “Evaporar”, de Rodrigo Amarante, como que saída de um disco de Tom Jobim.

Citações retiradas da Rolling Stone Brasil, sobre a participação de Rodrigo Amarante em Lanny Duos.
***

VI – Mas… o que tem o Youth a ver com as calças?

Um dia você encontra com a sua namorada – aquela que não lhe deixa fazer a barba – e percebe que ela está usando um baby look do Sonic Youth. Você para e pensa “Uau! Minha garota com uma camiseta do Sonic Youth!” e se enche de orgulho disso.
Você chega em casa, vai verificar seus arquivos e percebe que… caramba! Você só tem os álbuns Rather Ripped e Murray Street! E fica ainda pior quando você vai ouvir Rather Ripped novamente e pensa “Hey! Por que esse disco não estava na minha lista de favoritos de 2006 desde quando o baixei?!”, e então sai em busca de todos os discos que conseguir encontrar.
Você então entra numa de não conseguir parar de ouvir Sonic Youth, nem mesmo quando senta o trazeiro numa cadeira diante de um computador para escrever um texto sobre Lanny Gordin e Rodrigo Amarante.

Você chega ao extremo de cortar aqui, colar ali, só para dar um jeito de citá-los de alguma forma, por mais idiota que seja.
***

VII – De bobo, só a cara!

Legal que a Orquestra Imperial vá lançar um disco de inéditas, que já começa bom a partir do momento em que descobrimos que tal disco terá o título de “Carnaval Só no Ano que Vem”;

Legal que Lanny esteja de volta, com um disco repleto de participações interessantes, com regravações de músicas tão bacanas quanto “Mucuripe” (na voz da Takai, cara!), além de inéditas assinadas por alguns de seus convidados;

Legal que Rodrigo Amarante dê as caras fora dos Los Hermanos, assinando “O Mar e o Ar” no disco da Orquestra e “Evaporar” (comparada à composições de Tom Jobim!) no disco de Lanny;

Legal que os fãs dos Los Hermanos comecem a se habituar com uma banda cada vez “mais de primos” e “menos de irmãos”.
Rodrigo Amarante, com aquele ar avoado e aquela barba (mesmo nessa época de calor infernal), demonstra ser mais sensato do que parece e começa a pensar em outras possibilidades de se ganhar $$ e conquistar novos admiradores sem ter que depender de Marcelo Camelo & Cia para isso.
Vai que um dia os “laços de família” deixam de existir? Eu acredito que esse dia está cada vez mais perto.
Vai esperar acontecer para saber o que fazer?
Não mesmo! Ele não é louco o suficiente para isso…

Rolling Stone Brasil #2

novembro 17, 2006

Acabo de pegar a minha segunda edição da versão nacional da Rolling Stone.
“Iggy Pop na capa?! Ele é muito rock & roll! Enfim…”, exclamou o “Professor Enfim”, uma figura que já tocou trompete em uma banda sei-lá-de-quê e que fala “enfim” a cada 5 segundos, ao me ver entrar em sala de aula com a revista em mãos. Como diria a Mari: Rá! Iggy Pop na capa. Aham!
Ainda na capa, salta os olhos as chamadas do Especial Política (como na primeira edição, tive predileção pelas matérias NÃO relacionadas à música, ponto para esse especial na lista de Preciso Ler Isso Logo, em especial as quatro páginas pra lá de bem editoradas dadas à matéria “O Mito e o Ministro”, sobre Gilberto Gil).
***

ANOTE ESSE NOME: Cláudio Tognolli
ATENÇÃO NESSA COLUNA: Conexão Brasilis

O jornalismo investigativo, que na primeira edição deu as caras através de uma brilhante matéria (tanto em forma como em conteúdo) com “Doutor Anel”, um advogado do PCC, traz dessa vez uma entrevista com o ex-polícial Miguel da Silva Lima, que, nos anos 80, ficou conhecido por fazer parte de um esquema de corrupção no Detran de São Paulo.
Sinto que, em mais uma ou duas edições, Conexão Brasilis vai ser motivo para me fazer comprar a RSB de olhos fechados, independente de qualquer outra coisa.
***

Vou ler com calma, depois falo mais sobre ela aqui.
Só não tenha pressa. Semana de provas chegando…

só pra saber…

novembro 16, 2006

Responde aí pra mim: como vc descobriu o Canção Pobre?

Isso vale pra vocês também, caros (até hoje) anônimos.
Responde aí, rapidinho. Não vai doer nada!

Moore

novembro 15, 2006

(…)
A maioria de nós não consegue localizar vocês no mapa – e, pior, também não conseguimos localizar nosso inimigo.

De acordo com uma pesquisa recente, 85% dos americanos adultos com idades entre 18 e 25 anos não conseguem achar o Iraque em um mapa. Eu acho que o primeiro parágrafo do código de leis internacionais deveria ser o seguinte: se um povo não consegue encontrar o seu inimigo sobre o globo terrestre, ele não tem permissão para bombardeá-lo.

É possível que um povo tão ignorante esteja no controle do mundo? Antes de mais nada, como foi possível que chegássemos lá? Oitenta e dois por cento de nós não temos nem sequer um passaporte! Só um punhado de nós pode falar em outra língua que não o inglês (e nós mal falamos essa…).

George W. só agora anda vendo o resto do mundo, e porque ele tem de ver, poirque, uai, é u qui us presidente faiz. Eu acho que nós só estamos no comando do mundo porque temos armas maiores. É engraçado como isso sempre parece funcionar. (…)

Michael Moore, no prefácio exclusivo para a edição brasileira de “Cara, cadê meu país?” (prefácio na íntegra aqui).

Com o final do período da faculdade, só Deus sabe quando vou conseguir acabar de ler esse livro.