Archive for dezembro \11\+00:00 2006

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dezembro 11, 2006

Um crítico inglês de alguma reputação foi vê-lo após um concerto e observou, com polidez, mas com uma pitada de arrogância: “Eu andei ouvindo aquele primeiro LP que você gravou, em 1948, e gostaria de lhe dizer que acho que você melhorou de forma quase irreconhecível desde então”. Miles lançou-lhe um olhar de diabrete e perguntou: “Quando você ouviu pela primeira vez aquele LP?”. “Cerca de um ano atrás”, disse o crítico. “Cara, você deveria tê-lo escutado em 1948!“, disse Miles com um amplo e enfático sorriso.

Kenneth Tynan, no brilhante perfil de Miles Davis, parte do livro A Vida Como Performance.

Agora preciso empolgar na leitura de Nada Será Como Antes, da Ana Maria Bahiana, mas confesso que ainda não consegui descansar, por meus pensamentos em ordem (o que deve ser facilmente percebido com o quase abandono desse blog por esses dias).

Preciso viajar. Logo.

Só pra saber – parte II

dezembro 8, 2006

Diz aí, só pra saber: o que você incluiria numa lista de cinco coisas que gostaria de fazer/realizar/presenciar para dar um pouco mais de cor à sua vida?

Minha lista, em ordem +/- decrescente:

5 – Ler todos os livros do Hornby;
4 – Assistir todos os episódios (de todas as temporadas) dos Simpsons;
3 – Ter um filho (na hora certa, planejado, tudo certinho);
2 – Publicar um livro;
1 – Ter a minha casa.
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Agora é com você, anônimo que visita isso aqui com freqüência (seja você meu amigo ou um xiíta com preguiça de interpretar textos maiores).
Mas vê se responde coisas possíveis de acontecer (o que praticamente exclui a possibilidade de respostas como “nadar numa piscina de Coca-Cola” ou “Assistir o Radiohead no Tim Festival”), viu?

O fim é o maior dos começos.

dezembro 6, 2006

Título brega, não?

Só pra dizer que fiz hoje a última prova na faculdade. Agora, pra dizer realmente que acabei, só falta entregar a monografia.
Sinceramente, não gostaria de ter que fazer qualquer outro tipo de prova (nem mesmo pra tirar carteira de motorista – coisa que, aliás, tá cara pra caramba!) tão cedo!

Sabe aquele momento em que você põe a mão na consciência e pensa “e daí?”. Pois é.

Acabou, e agora tenho que encarar a difícil tarefa que é recomeçar, começar algo novo. Mas, pra isso, preciso de um emprego, e já. E antes do emprego, por pelo menos alguns dias,p reciso dormir, viajar, entrar numa academia (tô com medo desse pânceps!), ficar em silêncio. Preciso de alguns copos de café.
Preciso renovar as baterias.

Só pra livrar esse texto da total inutilidade, me diz uma coisa: tem um emprego aí pra mim não?

Programinha de Entrevistinha na Tevêzinha!

dezembro 5, 2006

Ex-governadora do Rio vira apresentadora da Band 

A Bandeirantes confirmou ao Comunique-se nesta segunda-feira (4/12) que a governadora do Estado do Rio de Janeiro Rosinha Matheus será funcionária da emissora em 2007. A previsão é que, a partir de março, ela tenha um programa de entrevistas que seja exibido às 11h somente no Rio de Janeiro com uma hora de duração.

Segundo a assessoria de imprensa da Band, o programa deve focar em assuntos femininos. Rosinha ainda não teria assinado contrato, mas as negociações estariam avançadas. Marlene Matos seria a diretora e, atualmente, cenários e formato já são discutidos.


A Band ressaltou que o programa não será em horário independente ou político e sim um programa próprio. “A emissora considera que uma mulher que governou para 14 milhões de pessoas e que criou 9 filhos tem coisas interessantes a dizer”, informou a assessoria. O canal não informou o dia da semana em que o programa seria veiculado.

Fonte: Portal Comunique-se

Então é isso: durante 4 anos (ou 8… ou seriam 12?) o estado fica entregue às baratas, a violência tem aumentos SIGNIFICATIVOS, a educação fica pra lá de sucateada (como pode um professor receber menos de 2 salários? Pior, pegue um contracheque de um pobre educador e você vai ver que o problema não é nem só a falta de reajuste há séculos. Confira a diferença entre os salários de 2001, 2002 e 2003 e verá que a miséria chamada pelo estado de “pagamento” na verdade DIMINUIU nesse tempo!)…
Mas tudo bem. Uma meia dúzia de projetos populistas (sei lá o quê por R$1,00, “café da manhã popular” em uma ou outra estação de trem) e… tá tudo legal!
Ainda não é dessa vez que a dona-de-casa que esteve sob o título de “governadora” durante 4 longos e sofríveis anos vai sumir dos holofotes e voltar a ser simplesmente a esposa daquele outro carinha lá.

Depois reclamam quando o povo critíca a qualidade da televisão aberta no Brasil…

só um “à toa”…

dezembro 3, 2006

Eu que pensava que já tinha conseguido gente suficiente que não gostasse de mim apenas falando mal da postura “Eu Sou O Senhor da Verdade” e criticando a utopia da imparcialidade de alguns “coleguinhas” estudantes de jornalismo (tem também a turma que não gosta de mim desde o ensino médio, mas esses… já faz tanto tempo que nem eles e nem eu nos lembramos direito dos motivos), me surpreendi ao descobrir que um texto escrito sem compromisso (e que em momento algum quis ofender ninguém – quer dizer, até quis tirar um sarro, mas com a cara de um amigo, um dos esquizofrênicos citados) fosse me render adjetivos como “viadinho”, “à toa”, “fã enrustido”, “jornalista indiezinho” tudo assim, de uma vez só.

Quer entender?
Leia esse tópico do orkut aqui

Mojo Books

dezembro 3, 2006

Danilo Corci, da revista Speculum, pergunta:
E SE UM DISCO VIRASSE LITERATURA?
A coleção Mojo Books surge então como resposta. No site, que entrou no este sábado pela manhã, a explicação:

Se um disco pudesse ser convertido em palavras, que história que ele contaria? Com essa proposta surge a coleção MOJO BOOKS, lançada pela revista Speculum. Embebida em cultura pop, a coleção propôs um desafio a seus autores: extrair o mojo de um álbum musical e recontá-lo em ficção literária. Narrativas variadas, com amores, brigas, violência – por vezes tristes como algumas canções ou com o ritmo ágil de um bom rock n´roll – estão espalhadas pela coleção.

Com alguma diferença e um pouco mais detalhada, a mesma coisa é dita no Speculum:

“I put the grrr in swinger, baby!”, responderia o personagem Austin Powers. Seria como um pacto demoníaco, apostaria Screamin’ Jay Hawkins. Mostraria como é uma visita à Louisianna, cantaria Muddy Waters. Jogaria um feitiço no leitor, repetiria Nick Cave.

Três acordes, variações de ritmo, letras mágicas, escalas sob medida, virtuosismo dos músicos, não importa. They got their mojo working. O disco perfeito exala um tipo de magia que não entra só pelos ouvidos, mas toma sua alma emprestada pelo tempo de algumas faixas. E o pacto de encruzilhada, aqui, é feito citando nomes da cultura pop.

Agora, esse feitiço poderoso transforma-se em literatura. Se um disco pudesse ser convertido em palavras, que história que ele contaria?

Com essa proposta surge a coleção MOJO BOOKS, lançada pela revista Speculum. Embebida em cultura pop, a coleção propôs um desafio a seus autores: extrair o mojo de um álbum musical e recontá-lo em ficção literária.

Narrativas variadas, com amores, brigas, violência — por vezes tristes como algumas canções ou com o ritmo ágil de um bom rock n´roll — estão espalhadas pela coleção.

A MOJO BOOKS tem edição mensal, totalmente gratuita, e foi criada para o ambiente digital — seus volumes podem ser baixados em formato PDF.

“A internet é um dos espaços mais valiosos para a cultura pop. Então, foi um caminho natural escolher esse suporte para veicular o projeto”, diz Danilo Corci, organizador da MOJO BOOKS, sobre a escolha do formato para a coleção. “Além disso, sempre acreditei que um bom disco pode ser lido, em todos os detalhes, para além da óbvia alusão às letras. Com isso, fizemos a proposta e os autores aceitaram o desafio de tentar capturar o mojo desses álbuns trabalhá-lo para se transmutar em boa ficção pop. Cabe ao leitor nos dizer se foi ‘fisgado’ pelos acordes literários ou não. Esperamos que sim.”, prossegue.

Os primeiros quatro volumes serão lançados no próximo dia 2 de dezembro e trazem Technique, do New Order, revisto por Ricardo Giassetti, #1 Record, do Big Star, ficcionado por Luiz Cesar Pimentel, Black Celebration, do Depeche Mode, recriado por Danilo Corci e In It for the Money, do Supergrass, recontado por Delfin.

Para 2007, Doolittle, do Pixies, Grace, de Jeff Buckley, Thriller, de Michael Jackson, Dummy, do Portishead, Pet Sounds, do Beach Boys e The Velvet Underground & Nico são apenas alguns dos discos que mergulharão no caldeirão literatura pop. Sempre com muito mojo, é claro.

Interessante, não?
Já está tudo , disponível para download (GRÁTIS, mané!).
Agora é com você. Vê se desliga a tevê, senta a bunda na frente do computador, aumenta o volume do som e… boa leitura!

leia e entre na comunidade Mojo Books

Tony vs. Paul

dezembro 1, 2006

Não sei como funciona aqui no wordpress para visualizar vídeos do youtube direto no blog, então, confere isso aqui por lá mesmo.

Essa vai para os amigos do M12a, fãs desse tipo de vídeos sem-noção.