Sobre como as pessoas mudam (mas não deixam de ser quem sempre foram)

– Não tenho mais porquê ser a mesma pessoa, saca?
– Claro que não tem! O tempo passou!
– E eu tenho que pensar nas crianças, cara! Não tem como eu querer ser a mesma pessoa que eu era quando tinha 14, 15 anos.
– Que bom ouvir você falando assim.
– Eu fiz muita merda. Muita mesmo, e você sabe. Mas tenho que pensar nos meus filhos. Não é porque to por minha conta outra vez que vou voltar a fazer o que fazia antes.
– Olha, sinceramente, eu fico muito feliz em ouvir você falar essas coisas. A gente ficou muito tempo sem conversar, não dava pra ter noção de que você havia realmente amadurecido assim.
– Vinte anos e mãe de dois filhos, rapaz! Não dá pra brincar.
– Lembra daquele churrasco no seu aniversário de… de quantos anos?
– De 12! Claro que lembro! Tem foto de vocês aqui! Tá em algum lugar do quarto da minha mãe.
– E agora você com esse papo de mãe, toda consciente!
– Pra você ver.
– Quanto tempo a gente não parava pra conversar direito mesmo, ein?
– Ah… há quase cinco anos!
– Tudo isso?
– Por aí.
– Nossa, a gente precisa mesmo colocar a conversa em dia!
– Ué, a Ana tá me chamando pra assistir Mr. Catra no sábado. Vamos?
– Hahahah, Catra?! Eu?
– E você acha que eu gosto?
– Então vamos!
– Pega mais um pedaço dessa lasanha então!
– Dá mais aí!

Uma resposta to “Sobre como as pessoas mudam (mas não deixam de ser quem sempre foram)”

  1. karen Says:

    esse é genial!

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