Suicídio no Metrô, censura e insegurança no Pan

No dia 09 deste mês de abril, no horário do rush, um sujeito comenteu suicídio se atirando na frente do metrô sentido Zona Sul, na estação da Cinelândia, Rio de Janeiro. O fato resultou na interrupção da circulação dos trens por aproximadamente uma hora, com direito a clientes sendo escoados, caos refletido no trânsito e tudo mais.
Bem, eu não sabia disso, e é provável que você também não. Não vi na tevê, não li em jornais. Afinal, não houve mesmo qualquer menção do acontecimento na imprensa (soube disso através de um amigo, e acabei encontrando confirmações aqui e ali).

Victor “Pará”, um amigo paracambiense estudante de engenharia da Uerj que, ainda novo, levou uma pedrada na cabeça e quase morreu (e por conta disso tem um certo descontrole no volume de sua voz – começa a conversar baixo e daqui a pouco está gritando mais alto que um pregador de uma igreja pentecostal sei-lá-o-quê) e costuma ter opiniões bem radicais sobre o que chama de “queixas em relação as mazelas nacionais”, por email, levanta uma questão interessante:

“Me preocupa a postura dos jornalitas diante da situação atual. O ministro Gushiken tentou implantar uma lei de censura. Logo após foi tentada a criação do CFJ(Conselho Federal de Jornalismo) para controlar as atividades não só de jornalistas mas de todos os profissionais de mídia – de apresentadoras de programas infantis a autores editores de revistas -, e agora vemos casos de “mordaça” como o do metrô. O governo fala em mudar a constituição para aumentar o mandato do presidente, há casos de quebra de hierarquia nas forças armadas além do problema das guerrilhas mantidas pelos traficantes (criadas pela esquerda durante os governos militares) contra grupos paramilitares (as milícias). Temo o quem pode estar vindo por aí…

Faltando apenas três meses para os jogos pan-americanos, a mídia se cala, ocultando a incapacidade do sistema viário fluminense, e a sua falta de preparo diante de situações de emergência como acidentes e ataques terroristas. Afinal, da mesma forma que o homen se matou, ele poderia ter detonado uma bomba e parado toda a cidade com isso.”

Alguém discorda?

10 Respostas to “Suicídio no Metrô, censura e insegurança no Pan”

  1. honey Says:

    e nem tem como duvidar mesmo não
    eu não fiquei sabendo de nada e olha que meu namorado pega metrô todo dia!!!

  2. Freak In The Sky Says:

    Olá! Lembro de ter lido o seu blog mas não lembro de ter comentado nada, aí quando vejo me adicionasse no Last fm…que mundão doido esse não é mesmo? Bjs! Vou linkar seu blog lá no meu! =)

  3. Carina Says:

    Que bom que eu sai dessa antes msm de entrar…
    o.O

  4. daniel Says:

    Não pode publicar, se não todo mundo vai querer se mata no metro tb…
    é sério…é proibido divulgar!
    No metrô acontece até mais de um acidente por dia….

  5. daniel Says:

    não vejo nada de errado em omitir suicidios, aliás faz todo o sentido!

  6. Jorge Wagner Says:

    Daniel, eu também acredito que suicídios não devem ser pauta recorrente (apesar de achar ridículo o uso da palavra “proibição”, que leva à censura e aí os problemas são outros), mas a questão levantada pelo Pará não deixa de ser pertinente: se não estamos preparados para evitar isso (e o transtorno que isso causa), então como estaremos preparados para evitar situações maiores, que poderiam fazer estragos muito maiores do que simplesmente obrigar “algumas” pessoas a terem que procurar outra maneira de ir para casa.

    agora, é duvidar demais da capacidade de raciocínio das pessoas acreditar que a mera veiculação da notícia de um suicídio levaria “todo mundo” a querer se matar…
    bem, existe idiotas para todo tipo de coisa, mas pera lá.

  7. j.e. Says:

    O Arthur Dapieve acabou de lançar um livro sobre a abordagem do suicídio na imprensa, você viu?

  8. louis alien Says:

    caceta! eu sabia eu sabia!!! eu tava no metrô, algumas estações antes, e sempre soube que quando alguém se matava no metrô eles faziam tudo pra esconder.

  9. carlos eduardo silva Says:

    penso da mesma forma,se o dito suicida resolver acabar com tudo e levando pessoas juntas.por esse motivo sou contra a censura de nao divulgar atos desta tripe

  10. Quintino Dagostin Says:

    Há anos era feio, contaminava as pessoas se ousassem falar a palavra “CANCER”. Até pouco tempo o homosexual não podia se manifestar porque era até apedrejado sem ter culpa de seu estado sexual. Cianças eram molestadas, mas ai de quem comentace. Pedofilia era caso do demonio, ninguém sabia de nada. Isto é verdade ou mentira? Pergunto; os casos aumentaram? Não aumentaram. Graças a divulgação destas situações, elas vieram a tona o que sempre aconteceu, só que ninguém tinha coragem de falar. A divulgação destes fatos ajudou a muita gente; buscaram mais informações sobre o cancer e as pessoas estão buscando ajuda; o homosexual está sendo mais respeitado; tem mais crianças socorridas e prtejidas; pessoas pedófilas estão buscando ajuda em sua doença do desvio de conduta. Todo este trabalho de divulgação depende da inteligencia dos jornalistas responsáveis em valorizar as pessoas para uma vida sadia. O mesmo com o suicídio; deve ser divulgado o suicídio, somente, como número e faixa etária, sem sensacionalismo como a mídia faz com todo tipo de morte, mas deve ser obrigada acrescentar no texto que há instituições citando nome, telefone e endereço que atuam na valorização da vida prevenindo do suicídio, como é o caso do CVV programa de Prevenção do Suicídio do Centro de Valorização da Vida que há 46 anos acolhe as pessoas que buscam apoio em momentos de crise emocional. Conheça no site http://www.cvv.org.br Quintino voluntário plantonista há 12 anos.

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