Archive for junho \27\UTC 2007

Novidades para os fãs do velho Thompson

junho 27, 2007

Um instante com a pornografia. Ou com os debates sobre o novo do Interpol. E sem essa de ficar aí discutindo sobre os playboyzinhos de merda que espacaram a doméstica com a alegação de que “pensaram que fosse uma prostituta”, vai!
Leia essa notícia e abra um sorriso: a Conrad Editora FINALMENTE vai lançar no Brasil uma nova tradução para Fear and Loathing in Las Vegas, de Hunter Thompson. E o melhor, com o apropriado título de… tcharaaaamMedo e Delírio em Las Vegas, ao invés do horrendo Las Vegas na Cabeça, com o qual a Brasiliense batizou sua edição lá nos distantes anos 80.

A nova versão, já em pré-venda no site da editora, traz a tradução de Daniel Pellizzari e as ilustrações originais de Ralph Steadman.

Enquanto isso, nos resta aguardar também o lançamento da versão nacional de Kingdom of Fear, autobiografia do jornalista, cuja tradução feita por Daniel Galera se encontra na geladeira da Companhia das Letras. O lançamento, previsto inicialmente para o segundo semestre deste ano, será PROVAVELMENTE adiado para 2008, me disse, por email, o tradutor (talvez isso seja bom pra mim… recém-formado, desempregado… sem grana pra comprar dois livros assim, de uma vez só…).
Procurei informações oficiais, mas até o momento, nenhuma resposta da assessoria da editora.

Gostou da notícia? Legal. Agora tudo bem, volte a falar mal dos babaquinhas lá!

Terminal de Extermínio de Aberrações

junho 21, 2007

Terminal Guadalupe, uma das três melhores bandas da… hmmm… “nova geração”, fazendo cover de Grupo de Extermínio de Aberrações, do Violins, a melhor das bandas nacionais atualmente.

Ah! E pra quem queria saber o que o Léo andava fazendo desde que largou o posto de guitarrista do Violins, a notícia: o cara está com uma banda nova, chamada Mugo. Três músicas estão disponíveis na internet, e posso dizer que é o tipo de som sobre o qual eu me refiro quando digo que (ainda) gosto de metal.
Baixa aqui, ó.

O carnaval já começou!

junho 19, 2007

Não sei se você já viu, mas circula por aí na internet o disco Carnaval Só No Ano Que Vem, da Orquestra Imperial, a banda que tem aquele barbudo-bonecão-mas-talentoso que fazia parte daquela banda que já virou história e aquela atriz que foi empregada da Dona Helena em uma dessas novelas sempre iguais do Manoel Carlos, além de mais um montão de gente.

Destacar uma ou outra música é impossível. O disco TODO é lindo. Lindão. Mesmo. E é tudo o que aqueles outros caras poderiam ter sido, caso o barbudo-bonecão-talentoso comandasse sozinho as composições de sua falecida banda.

Longa vida à Orquestra!
Pega aqui, ó.

tcc, tcc, tcc…

junho 13, 2007

Nos últimos anos, o mercado editorial presencia um significativo aumento no número de revistas especializadas nas mais diversas áreas. Em meio a essa realidade, a Bizz – que havia encerrado suas atividades em 2001 – volta ao mercado em setembro de 2005, mas não tarda em ganhar como concorrente a segunda versão da Rolling Stone Brasil. O que suscita ao seguinte questionamento: o que há de relação entre o cenário cultural e o mercado editorial que surge após e sob influência do Tropicalismo (possibilitando o surgimento da primeira versão da revista Rolling Stone Brasil) e o contemporâneo (capaz de abrigar uma nova encarnação da Rolling Stone tupiniquim)?

Uma vez que a música é uma forma de arte que passa por inúmeras modificações ao longo dos anos, sem contudo deixar de existir ou de cativar novos públicos, este trabalho defende a idéia de que sempre haverá espaço para publicações que pratiquem o jornalismo musical – desde que as mesmas se adaptem à realidade de sua época, é claro. Entre as diversas mudanças ocorridas desde meados da década de 1960 até os dias atuais, encontra-se a questão de quem seria o jovem de hoje, e quais seriam os seus anseios.

Como vimos, apesar da ousadia de se tentar, a exemplo do conceito modernista de antropofagismo, tornar a música popular brasileira mais próxima de um produto “universal”, o Tropicalismo não se pretendia um movimento revolucionário, político-questionador. Sua revolução, do contrário, estava mais ligada à estética musical, à “retomada da linha evolutiva” da música nacional através da sua incremetação com elementos da música pop estrangeira. Ainda assim, em meio a agitação em torno dos movimentos de contracultura que ganhavam destaque em todo o mundo, o movimento baiano serviu como base para que o conceito de juventude surgido, no exterior, durante a década de 1950, encontrasse um contexto para se instaurar por esses lados do Atlântico.

Quando surgiu, em 1972, a primeira versão da RSB, a juventude, ainda muito influenciada pelos diversos movimentos de contracultura – e, no Brasil, com o agravante de estar sob uma ditadura –, buscava referência no underground, no alternativo, no “marginal”. De meados da década de 1960 até os dias atuais, muita coisa mudou: a ditadura chegou ao fim; os tropicalistas perderam seu status de “malditos” e tornaram-se referência; a MPB assimilou informações originárias do rock; o “rock brasileiro” ganhou linhas mais bem definidas; o mercado se apropriou do que antes era considerado underground, o transformando em mainstream, a medida em que os aspectos subversivos do rock foram sendo postos de lado “após a morte de seus heróis ou na emergência de discursos mais piedosos (ecologistas, naturistas, espiritualistas, new age) adotados pelos remanescentes.”. Tudo, claro, acompanhado pelo alinhavar da juventude, que, impulsionada pelo “mito da novidade”, assimila cada mínima mudança no contexto cultural e mercadológico. Nada mais natural, portanto, que a segunda versão da RSB, ao retornar às bancas de jornal em outubro de 2006, em meio a um cenário bastante diferente do que abrigou sua primeira encarnação, abra mão de boa parte de sua anterior postura “alternativa” (comprovada, por exemplo, pela ousadia dos números assumidamente “piratas”) em prol de uma relação mais próxima do que é, hoje, o mercado pop.

Trecho do capítulo “Considerações sobre Imprensa Musical, juventude e revista Rolling Stone“, parte da monografia “Imprensa Musical no Brasil e a Revista Rolling Stone“, que eu tenho até HOJE para concluir.

Alice, parte 2

junho 7, 2007

Sei que falei deles aqui um dia desses, mas falo outra vez.
A banda carioca Alice, prestes a lançar Ruído, um dos grandes discos independentes de 2007, deixou disponível na página da banda no purevolme, outras três faixas do álbum.

O caldeirão de referências de Ruído é vasto: Radiohead no The Bends, Sonic Youth clean, Los Hermanos (sem sambinhas), Interpol (Obstacle 1 “visita” 15h25min, disponível no site até o final de semana), Drummond/Chico Buarque/Tom Jobim (Maria de “Caso Pluvioso” se transforma na mesma Maria de Anos Dourados e ressurge como personagem em alguns momentos de Ruído) e outras tantas. Pequenos trechos de canções mais antigas da banda, registradas em Anteluz (lançado de forma independente em 2005) também reaparecem ao longo do disco, atrativo especial para quem já conhecia a banda.
E tudo isso contribuindo para que Alice encontre, definitivamente, duas características tão em falta por aí: amadurecimento e identidade.

ps.: para quem está no Rio e não vai ao derradeiro show dos barbudos, Alice lança Ruído nesse sábado, dia 9 de junho, no Barulho café, Estrada da pedra 2727, em frente ao antigo Bwana Park em Santa Cruz. O show começa às 22 horas, a entrada é franca e o cd vai estar a venda por R$10,00. De repente eu apareça lá. =]