Boa noite

– Ei, onde você está? Sério, não vai dizer que você… você não

Na janela, ela pensa. Duvida. Faz que vai, mas duvida. Não é possível que… é possível sim. Vai. Vê. Ele, na calçada em frente.
Ele? Eu.
– Eu pensei que você não…
Ri. Não pensou isso. Sabia que sim.

Ok, está frio, eu sei. Mas… desce?
É tarde.
Desce?
Mas
Desce.
Não foge. Sorri. Olha pros lados. Sorri. “Você é doido?”.
Sou.

Boa noite. Seu beijo de boa noite.
Pensa, se despede. Ela também quer mais. Quer, mas…
Tudo bem. Fica pra próxima.

Tarde. Mãos nos bolsos, andar apressado, ruas frias e vazias. E essas ruas sabem o meu nome. Com o tempo, essas ruas aprenderam a não duvidar. E isso é algo que talvez você ainda precise aprender.

A altas horas da noite. A manhã seguinte. E o seu perfume ainda está nas minhas mãos.

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