Archive for dezembro \28\UTC 2007

o que você não quis dizer

dezembro 28, 2007

conheça o novo site da columbia

Anúncios

_

dezembro 23, 2007

Só para avisar que tanto eu quanto o blog ainda estamos vivos.
Só estou realmente sem tempo e anda um bocado difícil parar por aqui pra atualizar.
Volto assim que for possível. =]

Boooas festas pra todos e cuidado com os exageros.

A Curva

dezembro 18, 2007

Ia,
só que parou.
Fez que voltava
e não voltou.
Dobrou.
Tentou.
Mudou de estrada,
mas enguiçou.
Retornou.
Remoeu.
Repensou…
Recomeçou.

[ ]

dezembro 13, 2007

Impossível enumerar aqui as razões para dizer que minha vida na última semana foi de uma bagunça terrível. Mil coisas, entre chatas, boas, chatas-pra-cacete, ruins e muito, muito boas (e inesperadas).
Mas tudo bem por esses lados. Só me resta dizer que tudo está se ajeitando, e o que ainda não está, há de se ajeitar em breve. =]

***

ps.: quando você acha que já conheceu gente doida de tudo quanto é tipo, alguém aparece pra te surpreender…

[ ]

dezembro 8, 2007

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.

Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.

[TREVISSAN, Dalton. Apelo]

Me deparei com esse texto enquanto dava uma olhada em algumas provas antigas de concursos públicos. Tem esse clima de nostalgia que eu tanto gosto (“sempre tem alguém indo embora…”) e encontro mais em canções do que em palavras.
Não costumo postar textos de outros por aqui, mas aí está. Abro essa exceção.

[sem título]

dezembro 7, 2007

Maria juntou meus trapos
Jogou aos ventos,
Hora de partir,
“Não voltes mais”.
Pobre Maria…
Embora o corpo presente
Todo o meu resto,
Sem despedir
Lhe abandonara tempos atrás.

Paracambi Literária

dezembro 1, 2007

Sábado, 1º de dezembro. Terceiro dia de realização da Paracambi Literária, uma festa que celebra o teatro, a música e (claro) a literatura, através de uma série de bate papos com autores, atores e outros, na (minha não tão querida) cidade de Paracambi, interior do Rio de Janeiro.
Realizado na antiga Fábrica Brasil Industrial (Rua Sebastião Lacerda s/nº, Centro) o evento, idealizado pela ONG Casa do Conhecimento, produzido pela Água Grande e patrocinado pela Petrobrás, que vai até amanhã, contou, nos dois primeiros dias, com a presença de gente do calibre de Bia Bedran, Moacyr Scliar, Affonso Romano de Sant’anna, Martinho da Vila (esses dois últimos em um excelente bate papo informal, mediado pelo professor Júlio Diniz e pelo poeta Victor Loureiro), Eucanaã Ferraz, Tonico Pereira e Ferreira Gullar (numa apresentação memorável). E terá ainda a participação de Roberto DaMatta (às 17 horas de hoje), Anna Márcia Mixo, Sérgio Resende (ambos às 19 horas de hoje, em apresentações separadas), Kledir Ramil e Pasquale Cipro Neto (respectivamente às 17 e 19 horas de amanhã).
Tudo com entrada franca, é bom frisar.

Bom seria que ações como essa, que partem de iniciativas do terceiro setor (justiça seja feita: a prefeitura local até que ajudou… cedendo o espaço) se repetissem em outras regiões também carentes de alguma coisa, cidades onde nada acontece, como é o caso de Paracambi. Bom seria, inclusive, que ações como essas não precisassem, sequer, partir de iniciativas do terceiro setor.