Archive for the ‘explicativos’ Category

Esse é o fim, ao menos por enquanto.

junho 24, 2008

Depois de mais de um mês de total abandono, creio que posso admitir que Canção Pobre já virou história. Cansei, deixei pra lá, abandonei.
Muita coisa aconteceu desde meu primeiro texto por aqui, em setembro de 2006. Passei péssimos e, na maior parte do tempo, ótimos momentos ao lado da mulher que eu amo. Ouvi muito discos, fui a alguns lugares, conheci algumas pessoas, li alguns livros, vi bons e maus filmes, me formei, arranjei um trabalho (sobre isso eu não cheguei a falar aqui, né?). Mudei. E mudei bastante. Mudei o suficiente para acreditar que esse blog já deu o que tinha que dar, cansou, e, assim como aconteceu um dia com o Deixei de Acreditar, se esgotou.

Aos responsáveis pelos 44,629 acessos até o momento que escrevo (53 ontem, mesmo com tanto tempo de desatualização), meus sinceros agradecimentos. Eu ainda vivo, e tenho vivido bem.
E esperem por novidades. Pondo as idéias em ordem, definindo algumas coisas, acredito que volto ao mundo dos blogs pessoais em breve. Aí volto aqui para deixar o link da nova casa.

Fim.
Jorge Wagner Mello de Andrade

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fevereiro 20, 2008

Como vocês já devem ter percebido, esse blog está parado. E sem previsão de retorno.

Enquanto isso, vou postando lá no wilcoetc mesmo.

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dezembro 23, 2007

Só para avisar que tanto eu quanto o blog ainda estamos vivos.
Só estou realmente sem tempo e anda um bocado difícil parar por aqui pra atualizar.
Volto assim que for possível. =]

Boooas festas pra todos e cuidado com os exageros.

“Um Táxi Com O Marillion”, por Carlos Eduardo Lima

janeiro 31, 2007

Exceção por esses lados. Acho que é a primeira vez que reproduzo assim, na íntegra, o texto de outra pessoa. Trata-se de Um Taxi Com O Marillion do CEL, que recentemente participou do projeto Mojo Books, escrevendo sua versão literária de Comes A Time, do Neil Young.

Quatro razões para gostar desse texto: a) Marillion é, por mais que eu fique muito tempo sem ouvir, uma banda do coração; b) a forma como o CEL escreve, pontua etc é o tipo de escrita que me agrada e de certa forma até inspira (muito do que ele diz ao longo do texto poderia vir a ser dito por mim daqui algum tempo, sem falar em coisas que eu talvez já tenha dito, com outras palavras); c) gente que entende de música como ele, o Mac, o Inagaki e outros são sempre dignas da minha admiração; d) to catando quase tudo do cara no slsk agora.

Com vocês, o texto:

 

Um Táxi Com O Marillion

Você lembra de 1985? Eu lembro. Há vinte anos que procuro por alguma coisa que ficou perdida naquele ano estranho. Sabe como é, algumas desilusões, algumas frustrações, algumas empreitadas bem sucedidas, uns poucos arrependimentos, afinal de contas, ter quinze anos em 1985 ainda era algo light e que exigia pouca responsabilidade para com os outros e o mundo. De qualquer forma, por uma maneira um tanto óbvia, me lembro de 1985 em forma de música. Só que, como já disse em outras Blips do passado, a música tem uma característica estranha de se travestir de acordo com o grau de afeto que sua memória lhe confere.

Explicando: se você viveu um momento bom e ele, por algum motivo, foi sonorizado por uma música ruim, um abraço para você, sua trilha sonora vai obrigatoriamente passar por aí em recordações futuras. A minha trilha sonora internacional de 1985 gira em torno de quatro discos. The Head On The Door, do Cure; The Dream Of The Blue Turtles, do Sting; Songs From The Big Chair, do Tears For Fears e Misplaced Childhood, do Marillion. Sei que poderia ser muito melhor. E também pior. Para minha felicidade, Dire Straits não grudou na minha cabeça nessa época. Mas não posso exatamente contar vantagem do que me lembra esse ano tão querido.

O grande lance nisso tudo é que eu não tinha o Misplaced Childhood do Marillion há até poucos dias. E comprei hoje. Explico: em 1985 eu tinha o vinil. No advento do CD, a obra dos progressivos ingleses foi adquirida prontamente. Nas idas e vindas da existência, o disquinho veio e foi. E, para minha surpresa, ele foi e não voltou. Erro corrigido hoje. Com classe. Me dei ao trabalho e ao gasto de comprar uma versão dupla, com o disco propriamente dito e uma série de outtakes e lados B. A glória maior que eu poderia querer.

Eu precisava ouvir aquilo de qualquer jeito. Das músicas em suíte, que formavam o antigo lado A do vinil, eu ainda sei a letra de cor. São mais de trinta minutos ininterruptos de verborragia simbolista, parida pelo então vocalista Fish, sobre juventude perdida na Inglaterra oitentista. Dane-se, eu amo. A caminho do trabalho, atrasado, tive que lançar mão de um táxi e, surpreso com minha própria cara-de-pau, perguntei ao senhor que dirigia o Santana se ele poderia dar a licença de ouvir o disco. O senhor ouvia tango, Por Uma Cabeza, conhecido por muitos como o tango que toca em Perfume de Mulher, no qual Al Pacino dança com Gabrielle Anwar. Enfim, o tango, que é lindo, foi sacado do CD player e deu lugar à versão alternativa de Heart Of Lothian. E eu cantei a letra toda, com vontade, imitando o sotaque escocês de Fish.

Vibrei nos maravilhosos e um tanto flácidos versos “It’s six o’clock in the tower blocks, stalagmites of culture shock, and the trippers of the light fantastic boedow, hoedow, spray the pheremones on this perfume uniform”. Ou “The anarchy smiles in the royal mile” ou ainda “Rooting tooting cowboys with lucky little ladies on the watering holes, they’ll score the friday night goals”. Nossa, isso tudo é muito legal. Cantando loucamente no táxi atingi o bairro da Tijuca, local de trabalho. Agradeci imensamente ao motorista e percebi que saltei do táxi com quinze anos de idade. Quase parecia que era do velho Integração Metrô-Ônibus que eu saltava, rumo ao velho Colégio Santo Agostinho.

Sobre o disco do Marillion, recorro à velha verdade de que não adianta entender baldes de música, basta sentir alguma coisa boa para a música ser boa. Com quinze anos a gente entende melhor essa máxima do que com 34. Ou mais. Talvez seja um caso de inversão proporcional do gosto, vá lá saber. E, só pra constar, esse é o disco que tem o maior hit da carreira da banda, Kayleigh. Só soube que era um nome de mulher recentemente. Talvez com quinze anos eu intuísse essa verdade.

Voltando, mudando…

janeiro 27, 2007

Sacudindo a poeira, levantando a cabeça. Talvez não haja motivos para dizer “saindo da fossa” (não cheguei a necessariamente entrar nela), mas se você quiser, pode imaginar essa frase também.

Começo a por minha idéias em ordem, então acho que posso voltar com o blog. Só que, como no momento estou com preguiça de escrever algo novo (e talvez por uma ou outra razão), vou de arquivo (de arquivos, na verdade, mas o outro texto fica para um próximo post).

Mudei muito desde quando escrevi esse texto que vou desenterrar no próximo post. Mas a gente só percebe certas mudanças depois que o tempo passa, não é sempre assim?
Mudei muito desde junho de 1999, desde agosto de 2001, desde março de 2005,  ou abril de 2006. E quer saber? Ainda tenho MUITO pra mudar.

Ainda bem.

peraê!

janeiro 8, 2007

Continuo um pouco ocupado com algumas pesquisas referentes à minha monografia (no momento, mando email para algumas dezenas de amigos e possíveis contatos que possam me ajudar a desenterrar certas revistas especializadas em jornalismo musical, como as primeiras edições da Rolling Stone Brasil, a Somtrês e a Pop).

Passo aqui rapidamente só pra dizer que devo postar texto novo em breve. Um conto. Que de “novidade” mesmo, vai ter pouca coisa, e que não vai desmerecer nenhuma crítica já feita ao meu respeito (como, por exemplo, a de que sou um “beócio escritor de idiotices” ou a de que, nos meus textos “sempre tem algum tipo de desencontro, ou alguém morrendo, ou alguém indo embora”). Como provavelmente dirá o Falcão: “Pedaços do cotidiano, parte 2597”.
O que me “incomoda” nesse caso é a idéia de que o mundo girou. O mundo girou e muitos de nós (você, eu, nossos pais, alguns de nossos grandes amigos) não percebeu isso.

Mas é ficção. É um conto. Ainda que, por vários momentos, feito com retalhos de histórias de amigos (ou mesmo minhas), não é realidade.
E para os amigos que serão citados: pode deixar que não vou deixar nada tão evidente assim.

Volto assim que o tal texto estiver pronto.

não leia isso!

novembro 28, 2006

Deve ser o calor. Ou não. Talvez sejam as provas finais na faculdade. Em todo caso, o fato é que o estresse antingiu o ponto máximo por aqui, e isso por si só já explica a falta de textos novos.

Espera só um pouquinho, ok? Eu volto logo. E menos mal humorado.

Paulo Coelho

outubro 14, 2006

– Boa tarde!
– Oi, boa tarde.
– É… aqui… que livro é esse?
– Por que?
– Por que o quê?
– Por que você quer saber que livro é esse?
– Por nada. Na verdade eu odeio ler, estou só tentando saber o nome do livro.
– Ah, sim. Foi uma péssima abordagem.
Ahn? Por que?
– Pra começar, você não sabe meu nome, não sabe pra onde estou indo, não sabe como está meu humor… não sabe nada de mim e pergunta “que livro é esse?”! Péssima idéia.
– Você se engana.
– Como?
– Você vai descer daqui a duas estações, você se chama Marcela, está de bom humor, não bebe, sábado agora é seu aniversário e todas as suas amigas falam alto demais.
Ooow! Que isso, ein, rapaz?!
– Eu disse que você estava enganada.
– Como você sabe isso tudo?
– Viajamos no mesmo horário, ida e volta, quase todos os dias.
Hnnn…
– Você entrou sorrindo no trem. Tem seu nome rabiscado na mochila.
– Olha só! Um bom observador…
– Suas amigas falam alto demais e ontem chamaram você de careta, porque elas encheram a cara na festa do fim de semana e você não. Ah! E foi numa dessas conversas que citaram seu aniversário.
– Nossa, ein!
– Pra você ver. Mas… e o nome do livro, qual é?
– Olha, gatinho… como você sabe, minha parada está chegando. Anota meu telefone, me liga qualquer hora dessas… pra saber o nome do livro, talvez…
– Eu? Seu telefone? Tá maluca?!
– Como assim? E essa de puxar assunto?
Ô sua besta! Dei sorte de você estar sozinha hoje, porque quando vem acompanhada, você e suas amigas tagarelas, não consigo fechar o olho pra uma soneca básica nessa merda de trem! Você acha que EU daria em cima de VOCÊ? Fala sério!
– Mas… e essa do livro???
– Minha irmã gosta dessa bosta de autor, e eu quis saber que porcaria de livro era esse pra de repente dar um de presente para ela. Mas você, além de tagarela, recalcada, careta, ranzinza e com péssimo gosto para livros, é mal educada! E apesar de fingir ser a última-rosquinha-do-pote, é oferecida pra cacete!
– Olha, eu só não mando você pra puta que pariu porque chegou minha parada.
– Ah! Esqueci disso… além de tudo você mora mal!
– Filho da puta!
– Feliz aniversário, mocréia!

“Merda! Não vi o nome do livro!”


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Esse é mais um do arquivo daqueeeele blog antigo.
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Sinto frustrar aqueles que chegam ao Canção Pobre buscando por expressões como “acidentes aéreos”, “caixa preta do avião da gol”, “vôo RG-254”, “imagens do avião” etc (tudo por causa do texto sobre Caixa Preta – o livro do Ivan Sant’Anna, do último dia 30), maaaas… acidente aéreo definitivamente não é o assunto favorito deste que vos escreve.
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O autor deste post não é desses que odeia Paulo “Cabuuum” Coelho sem nunca ter lido nada do mesmo. Ele leu quando tinha seus 16 anos.
E não tem o MENOR orgulho disso.

notas rápidas

outubro 6, 2006

Postando rápido antes de ir dormir (ou antes de ir para sala ler, ou assistir o DVD de O Homem Sem Sombra II, ou ir para a sala para tentar ler ou assistir DVD e acabar dormindo).

  • A Carina me cobrou por não ter por aqui nenhum link para essa comunidade (depois eu acrescento aqui na barra lateral… preguiça demais agora). Então… agora tem.

  • Tirar 5 em Ética… não deve ser algo muito bom, né? Seria… um sinal? Uma indireta do tipo “hey, cara! você é muito antiético!”? Não sei… não sei…

  • Como é que eu faço para conseguir terminar de ler o Teste do Ácido, engatar a leitura de 2 monografias além do Páginas Ampliadas em uma semana? Alguma dica?

  • “Esquerda” x “Direita”. Ainda tem gente que acredita nesses conceitos rococós. Pergunte só ao Bay.

  • Apesar de já ter algum tempo, fui ver isso essa semana. Foi legal saber que fui linkado no Digestivo Cultural.

  • Encontrei no orkut um dos caras que eu mais li durante o ano passado: André Pugliesi. Da escola do jornalismo gonzo, André ironiza tanto a sua… “classe” que o nome de seu antigo blog no Gardenal.org era Jornalista de Merda. Pena que rolou uma pane por lá e todo o arquivo (exceto o que estava também no blogspot – e o primeiro texto é genial!) foi pelos ares. É sempre bom ler os escritos de alguém que não se acha o Senhor Formador De Opinião (o contra-ponto do ego inflado dos “jornalistas do futuro” que entopem as faculdades hoje para saturar o mercado amanhã).

  • Ah! Claro!
    Cerca de 30 e tantos acessos por dia aqui no Canção Pobre. Me diz uma coisa: se VOCÊ (é, cara! você que está lendo isso aqui agora) não é a Luana, nem o Doug, nem a Carina, o Pedrosa, o Fabrício ou uma das outras 3 ou 4 pessoas que eu sei que passam aqui com razoável freqüência… QUEM É VOCÊ? Hello, Stranger! Deixe um sinal.

E… quer saber? Desisti do livro e do filme por hoje. Vou é dormir mesmo. Boa noite aí… estranho!

frescuras

setembro 22, 2006

Reparem na barra lateral e… olha aí que legal! Agora dá para saber as bandas que mais ouvi na semana que passou e, descendo mais um pouco, o que eu estou lendo atualmente.

Grande coisa, né?