Archive for the ‘Furadas’ Category

Uhuuul!

maio 7, 2007

Aaaah, caramba!
Depois de mais de um mês batendo a cabeça no monitor, consegui fechar o capítulo 2 da monografia.
Agora tenho +/- mais um mês para começar e terminar o capítulo 3 e revisar tudo, desde o começo.

Tá bem. Quem precisa de cinema, shows, namorada, vida social e outras trivialidades do gênero?

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O Coração de Ipaum Guaçu

janeiro 1, 2007

Tá com um tempo agora? Um tempo assim… de uma meia hora?

Não sei se você recorda (na verdade, não sei nem se você ficou sabendo!) do documentário que fiz para a faculdade há alguns meses. Chamava-se “O Coração de Ipaum Guaçu” e era sobre três caras que subiam um local muito pouco explorado da Ilha Grande: o Pico da Pedra d’Água.

Eu era um dos caras.

Se você tiver a mínima curiosidade em assistir isso (melhor dizendo: a mínima curiosidade em me ver necessariamente derrotado), aproveita que upei o material.


O vídeo termina com a frase “escalamos a montanha e descobrimos a nós mesmos”. Sinceramente, até hoje não sei de que me serviu isso tudo (a não ser pra gabaritar a disciplina de produção de doc. tv). Subimos e descemos (ainda que eu duvidasse que conseguiria fazer essa segunda parte) e isso não nos torna nem um pouco diferente de quem sempre viveu e sempre vai viver “debaixo do edrodon, cercado entre quatro paredes”.

“Descobrirmos a nós mesmos”? Balela!

Programinha de Entrevistinha na Tevêzinha!

dezembro 5, 2006

Ex-governadora do Rio vira apresentadora da Band 

A Bandeirantes confirmou ao Comunique-se nesta segunda-feira (4/12) que a governadora do Estado do Rio de Janeiro Rosinha Matheus será funcionária da emissora em 2007. A previsão é que, a partir de março, ela tenha um programa de entrevistas que seja exibido às 11h somente no Rio de Janeiro com uma hora de duração.

Segundo a assessoria de imprensa da Band, o programa deve focar em assuntos femininos. Rosinha ainda não teria assinado contrato, mas as negociações estariam avançadas. Marlene Matos seria a diretora e, atualmente, cenários e formato já são discutidos.


A Band ressaltou que o programa não será em horário independente ou político e sim um programa próprio. “A emissora considera que uma mulher que governou para 14 milhões de pessoas e que criou 9 filhos tem coisas interessantes a dizer”, informou a assessoria. O canal não informou o dia da semana em que o programa seria veiculado.

Fonte: Portal Comunique-se

Então é isso: durante 4 anos (ou 8… ou seriam 12?) o estado fica entregue às baratas, a violência tem aumentos SIGNIFICATIVOS, a educação fica pra lá de sucateada (como pode um professor receber menos de 2 salários? Pior, pegue um contracheque de um pobre educador e você vai ver que o problema não é nem só a falta de reajuste há séculos. Confira a diferença entre os salários de 2001, 2002 e 2003 e verá que a miséria chamada pelo estado de “pagamento” na verdade DIMINUIU nesse tempo!)…
Mas tudo bem. Uma meia dúzia de projetos populistas (sei lá o quê por R$1,00, “café da manhã popular” em uma ou outra estação de trem) e… tá tudo legal!
Ainda não é dessa vez que a dona-de-casa que esteve sob o título de “governadora” durante 4 longos e sofríveis anos vai sumir dos holofotes e voltar a ser simplesmente a esposa daquele outro carinha lá.

Depois reclamam quando o povo critíca a qualidade da televisão aberta no Brasil…

na veia

outubro 4, 2006

Cedo. Manhã de Segunda-feira, um dia de folga em comum para o Cabeludo, o Patife e para Quarenta e Sete.
Saindo da muvuca da Central do Brasil, tomando o rumo do Rio Comprido, onde Quarenta e Sete – ou a mulher-mais-cheirosa-do-mundo – pretende resolver problemas relativos a sua matrícula na universidade. Cabeludo está sentado sozinho, feito um pequeno garoto autista – mas um pequeno garoto autista com a cara de um Bin Laden sem barba – digitando pequenos projetos de poesia em seu aparelho de telefone celular. Patife e Quarenta e Sete conversam sobre banalidades e emitem pequenas risadas quase-que-secretas por conta de bobagens quase-que-secretas que ninguém, exceto os dois, seriam capazes de entender.

Distraia-se enquanto pode, Cabeludo!
Ria enquanto pode, Patife!

Nada proveitoso. É assim a ida dos três até a universidade. Nada além de um dá-uma-ligadinha-ou-então-uma-passadinha-aqui-na-semana-que-vem. Mas é assim mesmo… uma atenção de dar inveja…

Seguem então, a bordo de um outro ônibus, em direção ao Hospital Pedro Ernesto, em que Cabeludo e Patife pretendem doar sangue.
PRETENDEM.
O pai de um amigo, um senhor de talvez 60 anos, encontra-se com leucemia. A causa é nobre. Os dois, reles paspalhos.

Grandes homens são esses, que se cagam de medo de agulhas dentro de suas veias, sugando delas meros 450ml, não?

Identidade na mesa, formulário em mãos. E dá-lhe perguntas do tipo veio-em-jejum-tem-aids-sai-com-prostitutas-travecos-e-relativos-usa-injetáveis-tem-hepatite-quantas-parceiras-por-ano, etc, etc, etc. Nada suficiente para acrescentar uma certa dose de… tensão.
Cabeludo é o primeiro a ser chamado para o… início. Peso, altura, temperatura, furo-no-dedo-para-saber-seu-grupo-sanqüíneo e demais exames do tipo. E o Patife, na sala de espera, treme, aperta a mão de Quarenta e Sete.

COMO SE FOSSE ALGO DEMAIS!

Isso nada tem a ver com BONDADE. Tem mais é um certo estranho tom de egoísmo, algo como… “se um dia eu precisar, já sei a quem recorrer… ajudando agora para, se for o caso, ser ajudado depois”. Mas… não sei… talvez… é melhor do que nada, não?
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– Essa garota ali fora… é a sua namorada?
– Sim, sim.
– E ela não vai doar não?
– Não.
– Poxa! Mas… por quê?
– Porque… ela… pesa Quarenta e Sete.
– Ah! Quando você puder voltar novamente, daqui a três meses, traga ela. E durante esse tempo, tenta fazê-la engordar uns três quilinhos…
– Aham… – mamãe vai bem, doutora? – eu tentei convencê-la a tomar três litros d’água para aumentar o peso, mas não consegui.
– Hihihihi.
– He-He – ri sem graça e volta a cara ranzinza de sempre.

Cabeludo já está na sala de coleta. A enfermeira responsável amarra a maldita borrachinha em seu braço enquanto o Patife entra e – está BEM legível em seu rosto a palavra TENSÃO – vai se ajeitando na cadeira para esperar sua vez.
Quarenta e Sete – ou a mulher-mais-cheirosa-do-mundo – em pé, mais perto da porta, apenas ri, daquele jeito de riso contido do tipo sei-que-não-deveria-rir-mas-não-consigo-evitar.

O Patife aperta os olhos, morde os lábios, estica as pernas, aperta a coxa. E a enfermeira apenas começou a amarrar a maldita borrachinha (TENSÃO, meu caro! TENSÃO…).

Poutaquiupariu! Não tem uma agulha maior não? – o Cabeludo.
– Cala a boca aí, Animal! – o Patife.
– Cala a boca? É porque você ainda não viu o tamanho da criança! – o Cabeludo.
– Vocês são muito freeescos! – a enfermeira.
– He he he he he… – a mulher-mais-cheirosa-do-mundo.

Agulhas devidamente postas.

O Cabeludo

O Patife

“Vai abrindo e fechando a mão, por favor… daqui a pouco acaba…”
“Amanhã eu volto aqui!”
“Não é tão ruim assim.”
“O problema não é por a agulha… é TIRAR a agulha.”
“Isso é bem reconfortante!”
“To chapadinho!”
“Minha mão tá dormente!”
“Volto na véspera do natal porque com pouco sangue na veia vou precisar de pouca bebida pra ficar ruim.”
“Hehehe”
“He he he he he”
“Tem lanchinho, né, tia?”


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Para quem doa, é bem menos complicado do que se possa imaginar. Para quem precisa, é bem mais útil do que qualquer outro possa supor, e pouco importa se tem a ver com “bondade” ou com um certo estranho tom de egoísmo do tipo “se um dia eu precisar…” etc. A utilidade é a mesma no final, e bom seria se todos os que podem fazê-lo doassem nem que fosse apenas para ganhar um hemograma completo grátis.

Sobra para Quarenta e Sete a incumbência de guiar o pateta tonto de seu namorado e o melhor-amigo-pateta-tonto-de-seu-namorado até a estação mais próxima.