Archive for the ‘livros’ Category

Melhores do ano – Scream & Yell

janeiro 15, 2008

Sairam as listas de melhores do ano segundo o Scream & Yell. Depois dê uma passada lá pra conferir.
Os top 7 são resultado da opinião de 91 vontantes, incluindo a minha.
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E a boa dessa semana? Quinta-feira lá no Oi Futuro, lançamento do cd da Columbia. =]

Paracambi Literária

dezembro 1, 2007

Sábado, 1º de dezembro. Terceiro dia de realização da Paracambi Literária, uma festa que celebra o teatro, a música e (claro) a literatura, através de uma série de bate papos com autores, atores e outros, na (minha não tão querida) cidade de Paracambi, interior do Rio de Janeiro.
Realizado na antiga Fábrica Brasil Industrial (Rua Sebastião Lacerda s/nº, Centro) o evento, idealizado pela ONG Casa do Conhecimento, produzido pela Água Grande e patrocinado pela Petrobrás, que vai até amanhã, contou, nos dois primeiros dias, com a presença de gente do calibre de Bia Bedran, Moacyr Scliar, Affonso Romano de Sant’anna, Martinho da Vila (esses dois últimos em um excelente bate papo informal, mediado pelo professor Júlio Diniz e pelo poeta Victor Loureiro), Eucanaã Ferraz, Tonico Pereira e Ferreira Gullar (numa apresentação memorável). E terá ainda a participação de Roberto DaMatta (às 17 horas de hoje), Anna Márcia Mixo, Sérgio Resende (ambos às 19 horas de hoje, em apresentações separadas), Kledir Ramil e Pasquale Cipro Neto (respectivamente às 17 e 19 horas de amanhã).
Tudo com entrada franca, é bom frisar.

Bom seria que ações como essa, que partem de iniciativas do terceiro setor (justiça seja feita: a prefeitura local até que ajudou… cedendo o espaço) se repetissem em outras regiões também carentes de alguma coisa, cidades onde nada acontece, como é o caso de Paracambi. Bom seria, inclusive, que ações como essas não precisassem, sequer, partir de iniciativas do terceiro setor.

Cum On! Feel The Tocantinoise

novembro 29, 2007

Está em São Paulo e quer algo para fazer hoje de noite? A boa é essa aqui, ó:

Sabe a proposta dos MOJO Books em que discos são recontados na forma de livros? Pois essa semana foi o lançamento do MOJO Cum On! Feel The Tocantinoise, de Sebastião Estiva, recontado por… Sebastião Estiva! Então quem melhor para tocar na festa de lançamento do livro do que o próprio Sebastião Estiva?!

Vi o vídeo preparado para abrir a apresentação, e só por ele, vai por mim, eu não perderia esse show se estivesse por esses lados.

Desce 1 Lead, Medo & Delírio e divagações sobre sentimentos

setembro 24, 2007

Mais uma dica, mas dessa vez não tem relação com música.

Seguinte: um grupo de seis estudantes do quarto período do curso jornalismo da PUC-Rio, na busca de um lugar ao sol, colocaram no ar o blog Desce 1 Lead, onde colocam em prática o que aprendem em sala de aula. Entre as primeiras postagens, destaco a cobertura de uma passeata realizada por alunos da universidade contra a absolvição do padrinho Renan Calheiros, no última quinta-feira.
Vale a pena acompanhar.
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Finalmente li Medo & Delírio. Em dois dias.
O que eu posso dizer? É muito, muito f*#@! O tipo de livro que quando se começa a ler, não dá para largar.
Melhora se você já tiver assistido o filme (você já assistiu, não?!). Só não saia por aí dizendo que se trata de um livro “bem baseado no filme”. Pega mal…
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“Amor é besteira. Emoção é besteira. Eu sou uma rocha. Um panaca. Sou um babaca insensível, e tenho orgulho disso.”

Chuck Palahniuk sabe como chocar. Estou terminando de ler No Sufoco e, definitivamente, Victor Mancini, o autor da frase acima, é um dos personagens mais repulsivos que encontrei nas páginas de um livro em muito tempo (nota: Derek Delano, criação da Lolita Pille em Bubble Gum, faz parte de outro departamento, o de personagens babacas, mas geniais). Mas até que dá pra entender (não disse nada sobre concordar com) o lado dele – que, entre outras coisas, freqüenta grupos sexólatras anônimos de vez em quando com a intenção de conseguir parceiras – de vez em quando.

Pense em um relacionamento. Duas pessoas. Duas cabeças. Dois mundos.
Você e ela passam juntos alguns (quase sempre) felizes meses, ou anos. E quando termina você se pega questionando se aquilo tudo foi mesmo real. Ela era de verdade? A pessoa que você foi enquanto estava com ela era uma pessoa de verdade? As lembranças que você tem… será que tudo foi exatamente da maneira como você se recorda?
A questão não é ignorar o aprendizado(mesmo que seja apenas para você saber bem sobre coisas que jamais gostaria de repetir) que se tem ao dividir trechos da sua vida com outra pessoa. O problema é o depois. Para ser mais exato, aquele tempo entre tirar a poeira da relação passada e se apaixonar novamente.

A fase Manciniana: “deixe o amor para os amadores” (pra usar o título do cd dos Rectrovisores como referência).

Mesmo aceitando a idéia de que ser um “babaca insensível” pode nos poupar muitos problemas, não é algo digno de orgulho.
Sou do time dos que acreditam que vale a pena arriscar. Vale a pena torcer para encontrar aquela garota, naquele horário, naquele ponto de ônibus, naquela estação do metrô. Vale inventar desculpas para conseguir o número do telefone daquela prima do seu amigo. Vale a pena bancar o interessado em assuntos que te causam sono só para ver aquela pessoa sorrir. E se suas investidas derem resultados, vale a pena estar ao lado dela, se permitir enxergar as coisas por uma ótica diferente, criar lembranças que, tempos depois, vemos que não foram assim tão verdadeiras.

Acho que é por isso que ando chato ultimamente (ok! eu sou chato, mas quero dizer, mais que o habitual).
Uma pessoa uma vez me disse que fico bem quando estou apaixonado. E se ela tinha razão… talvez eu precise me apaixonar novamente. O quanto antes.

Dica

setembro 15, 2007

Aproveito o gancho da Bienal do Livro, no Rio, para dar uma dica: sabe o livro Medo e Delírio em Las Vegas, do tio Hunter? Já falei dele por aqui antes…
Pois bem. Se por acaso você estiver interessado em comprá-lo (e se por acaso, assim como eu, não vai à Bienal), uma boa é comprar pelo site da Fnac. Tá saindo por R$31,50, pelo menos 10 reais mais em conta do que na maioria das outras lojas (como a Saraiva e mesmo a loja da Conrad, por exemplo).

O meu chegou ontem (e ao contrário do que possa parecer, eu não recebi nada por esse post… alô Fnac!). De quebra, levei também o No Sufoco, do Chuck Palahniuk, e As Horas, de Michael Cunningham (gosto muito do filme! vamos ver o livro).

Agora é por minha leitura em dia. É terminar o que estou lendo e partir para os três que chegaram (um doce para quem acertar qual deles é o primeiro da fila). (=

Novidades para os fãs do velho Thompson

junho 27, 2007

Um instante com a pornografia. Ou com os debates sobre o novo do Interpol. E sem essa de ficar aí discutindo sobre os playboyzinhos de merda que espacaram a doméstica com a alegação de que “pensaram que fosse uma prostituta”, vai!
Leia essa notícia e abra um sorriso: a Conrad Editora FINALMENTE vai lançar no Brasil uma nova tradução para Fear and Loathing in Las Vegas, de Hunter Thompson. E o melhor, com o apropriado título de… tcharaaaamMedo e Delírio em Las Vegas, ao invés do horrendo Las Vegas na Cabeça, com o qual a Brasiliense batizou sua edição lá nos distantes anos 80.

A nova versão, já em pré-venda no site da editora, traz a tradução de Daniel Pellizzari e as ilustrações originais de Ralph Steadman.

Enquanto isso, nos resta aguardar também o lançamento da versão nacional de Kingdom of Fear, autobiografia do jornalista, cuja tradução feita por Daniel Galera se encontra na geladeira da Companhia das Letras. O lançamento, previsto inicialmente para o segundo semestre deste ano, será PROVAVELMENTE adiado para 2008, me disse, por email, o tradutor (talvez isso seja bom pra mim… recém-formado, desempregado… sem grana pra comprar dois livros assim, de uma vez só…).
Procurei informações oficiais, mas até o momento, nenhuma resposta da assessoria da editora.

Gostou da notícia? Legal. Agora tudo bem, volte a falar mal dos babaquinhas lá!

A mordaça do Robertão

maio 9, 2007

O Takeda, há algum tempo, comparou seu gosto por Caetano Veloso ao seu gosto por pepinos. “Até como um de vez em quando no meio do meu Big Mac. Mas isso não significa que eu goste de pepinos”, disse. Pois para mim, pepino mesmo sempre foi Roberto Carlos. No meio de “Big Macs” até que passam uma ou outra composição, uma ou outra interpretação, alguns arranjos e risadas proporcinadas pela dancinha ao lado do MC Leozinho enquanto esse cantava “Se Ela Dança, Eu Danço” acompanhado por uma orquestra caprichada, fazendo coroas globais perderem a linha na platéia. Pouco importa: a única pessoa com cabelo de poodle que eu já admirei foi MacGyver de Profissão Perigo, mas isso quando eu tinha cinco anos e tentava fazer bomba usando goma de mascar.
E pode argumentar com o que quiser: relevância histórica (comecei um trabalho sobre Tropicália sem ter um único disco do Caê, o que significa que sei dividir gosto pessoal de reconhecimento histórico), recordes de venda (Arctic Monkeys vendem absurdos, mas nem tente me convencer que aquilo presta) e tudo mais: juro que já até tentei, mas não gosto de Roberto Carlos. Não adianta. É fato.

Respeito. Ok! O cara merece respeito assim como qualquer outro ser humano. Merece tanto respeito quanto você, eu, o porteiro do seu prédio, a caixa de supermercado e o biógrafo. Sim, claro. Roberto Carlos merece tanto respeito quanto Paulo César de Arajújo, que você sabe, depois de 15 anos escrevendo a história de um cantor que tinha como ídolo, foi judicialmente proibido de comercializar o resultado do trabalho de uma vida inteira. O doutor mandou e a editora Planeta foi obrigada a entregar para RC cerca de 11 mil exemplares que tinha em depósito, além de ter 60 dias para recolher os exemplares que estão no mercado. Um ato tão estúpido que chegou a arrancar de Paulo Coelho uma declaração sensata (e quer algo mais surreal que uma declaração sensata vinda de Paulo Coelho?!): “Continuarei comprando seus discos, mas estou extremamente chocado com sua atitude infantil”.
Pois eu não vou comprar seus discos, levando em conta que nunca fui mesmo de fazer essas coisas. Mas na condição de alguém que se sentiria extremamente desrespeitado ao ser proibido de comercializar o resultado de anos de dedicada pesquisa e trabalho sério, somo minha voz ao coro dos que se mobilizam contra a injusta e desnecessária mordaça de RC.


baixe Roberto Carlos em Detalhes aqui

Agradecimentos ao Escriba, pela gentileza de divulgar o link.

[…]

abril 11, 2007

Tudo e nada acontecendo por aqui. Monografia invadindo meus sonhos (atualmente estou lendo, ao mesmo tempo, História Social da Música Popular Brasileira, do Tinhorão – alguém saberia me dizer DE QUÊ esse cara gosta? – e Tropicália – A História de uma Revolução Musical, do Carlos Calado, e ando literalmente sonhando com o que devo escrever no parágrafo seguinte) ´da mesma maneira que algumas outras coisas que têm acontecido por aqui não parecem tão reais assim (é legal descobrir que Snow Patrol, Foo Fighters e Drew Barrymore podem ser seus aliados…).

Em todo caso, confesso estar bem mais feliz agora do que estive durante os últimos tempos (mesmo que as coisas não sejam EXATAMENTE como eu gostaria que fossem, são bem melhores do que eram até pouco tempo).

Esse é um post inútil e eu não quero falar muito. Mas torçam por mim. Pela monografia e pelas outras coisas. Pelo tudo e pelo nada. Pelo sim e pelo não.
E obrigado por se importarem! =]

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dezembro 11, 2006

Um crítico inglês de alguma reputação foi vê-lo após um concerto e observou, com polidez, mas com uma pitada de arrogância: “Eu andei ouvindo aquele primeiro LP que você gravou, em 1948, e gostaria de lhe dizer que acho que você melhorou de forma quase irreconhecível desde então”. Miles lançou-lhe um olhar de diabrete e perguntou: “Quando você ouviu pela primeira vez aquele LP?”. “Cerca de um ano atrás”, disse o crítico. “Cara, você deveria tê-lo escutado em 1948!“, disse Miles com um amplo e enfático sorriso.

Kenneth Tynan, no brilhante perfil de Miles Davis, parte do livro A Vida Como Performance.

Agora preciso empolgar na leitura de Nada Será Como Antes, da Ana Maria Bahiana, mas confesso que ainda não consegui descansar, por meus pensamentos em ordem (o que deve ser facilmente percebido com o quase abandono desse blog por esses dias).

Preciso viajar. Logo.

Mojo Books

dezembro 3, 2006

Danilo Corci, da revista Speculum, pergunta:
E SE UM DISCO VIRASSE LITERATURA?
A coleção Mojo Books surge então como resposta. No site, que entrou no este sábado pela manhã, a explicação:

Se um disco pudesse ser convertido em palavras, que história que ele contaria? Com essa proposta surge a coleção MOJO BOOKS, lançada pela revista Speculum. Embebida em cultura pop, a coleção propôs um desafio a seus autores: extrair o mojo de um álbum musical e recontá-lo em ficção literária. Narrativas variadas, com amores, brigas, violência – por vezes tristes como algumas canções ou com o ritmo ágil de um bom rock n´roll – estão espalhadas pela coleção.

Com alguma diferença e um pouco mais detalhada, a mesma coisa é dita no Speculum:

“I put the grrr in swinger, baby!”, responderia o personagem Austin Powers. Seria como um pacto demoníaco, apostaria Screamin’ Jay Hawkins. Mostraria como é uma visita à Louisianna, cantaria Muddy Waters. Jogaria um feitiço no leitor, repetiria Nick Cave.

Três acordes, variações de ritmo, letras mágicas, escalas sob medida, virtuosismo dos músicos, não importa. They got their mojo working. O disco perfeito exala um tipo de magia que não entra só pelos ouvidos, mas toma sua alma emprestada pelo tempo de algumas faixas. E o pacto de encruzilhada, aqui, é feito citando nomes da cultura pop.

Agora, esse feitiço poderoso transforma-se em literatura. Se um disco pudesse ser convertido em palavras, que história que ele contaria?

Com essa proposta surge a coleção MOJO BOOKS, lançada pela revista Speculum. Embebida em cultura pop, a coleção propôs um desafio a seus autores: extrair o mojo de um álbum musical e recontá-lo em ficção literária.

Narrativas variadas, com amores, brigas, violência — por vezes tristes como algumas canções ou com o ritmo ágil de um bom rock n´roll — estão espalhadas pela coleção.

A MOJO BOOKS tem edição mensal, totalmente gratuita, e foi criada para o ambiente digital — seus volumes podem ser baixados em formato PDF.

“A internet é um dos espaços mais valiosos para a cultura pop. Então, foi um caminho natural escolher esse suporte para veicular o projeto”, diz Danilo Corci, organizador da MOJO BOOKS, sobre a escolha do formato para a coleção. “Além disso, sempre acreditei que um bom disco pode ser lido, em todos os detalhes, para além da óbvia alusão às letras. Com isso, fizemos a proposta e os autores aceitaram o desafio de tentar capturar o mojo desses álbuns trabalhá-lo para se transmutar em boa ficção pop. Cabe ao leitor nos dizer se foi ‘fisgado’ pelos acordes literários ou não. Esperamos que sim.”, prossegue.

Os primeiros quatro volumes serão lançados no próximo dia 2 de dezembro e trazem Technique, do New Order, revisto por Ricardo Giassetti, #1 Record, do Big Star, ficcionado por Luiz Cesar Pimentel, Black Celebration, do Depeche Mode, recriado por Danilo Corci e In It for the Money, do Supergrass, recontado por Delfin.

Para 2007, Doolittle, do Pixies, Grace, de Jeff Buckley, Thriller, de Michael Jackson, Dummy, do Portishead, Pet Sounds, do Beach Boys e The Velvet Underground & Nico são apenas alguns dos discos que mergulharão no caldeirão literatura pop. Sempre com muito mojo, é claro.

Interessante, não?
Já está tudo , disponível para download (GRÁTIS, mané!).
Agora é com você. Vê se desliga a tevê, senta a bunda na frente do computador, aumenta o volume do som e… boa leitura!

leia e entre na comunidade Mojo Books