Archive for the ‘polêmicas’ Category

A mordaça do Robertão

maio 9, 2007

O Takeda, há algum tempo, comparou seu gosto por Caetano Veloso ao seu gosto por pepinos. “Até como um de vez em quando no meio do meu Big Mac. Mas isso não significa que eu goste de pepinos”, disse. Pois para mim, pepino mesmo sempre foi Roberto Carlos. No meio de “Big Macs” até que passam uma ou outra composição, uma ou outra interpretação, alguns arranjos e risadas proporcinadas pela dancinha ao lado do MC Leozinho enquanto esse cantava “Se Ela Dança, Eu Danço” acompanhado por uma orquestra caprichada, fazendo coroas globais perderem a linha na platéia. Pouco importa: a única pessoa com cabelo de poodle que eu já admirei foi MacGyver de Profissão Perigo, mas isso quando eu tinha cinco anos e tentava fazer bomba usando goma de mascar.
E pode argumentar com o que quiser: relevância histórica (comecei um trabalho sobre Tropicália sem ter um único disco do Caê, o que significa que sei dividir gosto pessoal de reconhecimento histórico), recordes de venda (Arctic Monkeys vendem absurdos, mas nem tente me convencer que aquilo presta) e tudo mais: juro que já até tentei, mas não gosto de Roberto Carlos. Não adianta. É fato.

Respeito. Ok! O cara merece respeito assim como qualquer outro ser humano. Merece tanto respeito quanto você, eu, o porteiro do seu prédio, a caixa de supermercado e o biógrafo. Sim, claro. Roberto Carlos merece tanto respeito quanto Paulo César de Arajújo, que você sabe, depois de 15 anos escrevendo a história de um cantor que tinha como ídolo, foi judicialmente proibido de comercializar o resultado do trabalho de uma vida inteira. O doutor mandou e a editora Planeta foi obrigada a entregar para RC cerca de 11 mil exemplares que tinha em depósito, além de ter 60 dias para recolher os exemplares que estão no mercado. Um ato tão estúpido que chegou a arrancar de Paulo Coelho uma declaração sensata (e quer algo mais surreal que uma declaração sensata vinda de Paulo Coelho?!): “Continuarei comprando seus discos, mas estou extremamente chocado com sua atitude infantil”.
Pois eu não vou comprar seus discos, levando em conta que nunca fui mesmo de fazer essas coisas. Mas na condição de alguém que se sentiria extremamente desrespeitado ao ser proibido de comercializar o resultado de anos de dedicada pesquisa e trabalho sério, somo minha voz ao coro dos que se mobilizam contra a injusta e desnecessária mordaça de RC.


baixe Roberto Carlos em Detalhes aqui

Agradecimentos ao Escriba, pela gentileza de divulgar o link.

Suicídio no Metrô, censura e insegurança no Pan

abril 30, 2007

No dia 09 deste mês de abril, no horário do rush, um sujeito comenteu suicídio se atirando na frente do metrô sentido Zona Sul, na estação da Cinelândia, Rio de Janeiro. O fato resultou na interrupção da circulação dos trens por aproximadamente uma hora, com direito a clientes sendo escoados, caos refletido no trânsito e tudo mais.
Bem, eu não sabia disso, e é provável que você também não. Não vi na tevê, não li em jornais. Afinal, não houve mesmo qualquer menção do acontecimento na imprensa (soube disso através de um amigo, e acabei encontrando confirmações aqui e ali).

Victor “Pará”, um amigo paracambiense estudante de engenharia da Uerj que, ainda novo, levou uma pedrada na cabeça e quase morreu (e por conta disso tem um certo descontrole no volume de sua voz – começa a conversar baixo e daqui a pouco está gritando mais alto que um pregador de uma igreja pentecostal sei-lá-o-quê) e costuma ter opiniões bem radicais sobre o que chama de “queixas em relação as mazelas nacionais”, por email, levanta uma questão interessante:

“Me preocupa a postura dos jornalitas diante da situação atual. O ministro Gushiken tentou implantar uma lei de censura. Logo após foi tentada a criação do CFJ(Conselho Federal de Jornalismo) para controlar as atividades não só de jornalistas mas de todos os profissionais de mídia – de apresentadoras de programas infantis a autores editores de revistas -, e agora vemos casos de “mordaça” como o do metrô. O governo fala em mudar a constituição para aumentar o mandato do presidente, há casos de quebra de hierarquia nas forças armadas além do problema das guerrilhas mantidas pelos traficantes (criadas pela esquerda durante os governos militares) contra grupos paramilitares (as milícias). Temo o quem pode estar vindo por aí…

Faltando apenas três meses para os jogos pan-americanos, a mídia se cala, ocultando a incapacidade do sistema viário fluminense, e a sua falta de preparo diante de situações de emergência como acidentes e ataques terroristas. Afinal, da mesma forma que o homen se matou, ele poderia ter detonado uma bomba e parado toda a cidade com isso.”

Alguém discorda?

“Esse é só o começo do fim…”

abril 24, 2007

Desconfiando que havia algo no ar quando soube das notícias do lançamento de um álbum da Orquestra Imperial e de uma participação de Rodrigo Amarante no álbum de Lanny Gordin, escrevi aqui no dia 18 de novembro do ano passado:

Legal que Rodrigo Amarante dê as caras fora dos Los Hermanos, assinando “O Mar e o Ar” no disco da Orquestra e “Evaporar” (comparada a composições de Tom Jobim!) no disco de Lanny;

Legal que os fãs dos Los Hermanos comecem a se habituar com uma banda cada vez “mais de primos” e “menos de irmãos”.
Rodrigo Amarante, com aquele ar avoado e aquela barba (mesmo nessa época de calor infernal), demonstra ser mais sensato do que parece e começa a pensar em outras possibilidades de se ganhar $$ e conquistar novos admiradores sem ter que depender de Marcelo Camelo & Cia para isso.
Vai que um dia os “laços de família” deixam de existir? Eu acredito que esse dia está cada vez mais perto.

Não passava de um texto descompromissado em que eu me deixava levar por uma teoria puramente hipotética, mera especulação.
Pronto! Não precisou mais do que isso para que alguns fanzocas da banda se utilizassem de adjetivos “não muito carinhosos” para me definir.

Como mesmo os comentários educados (coisa que só existiu aqui no blog) e com bons argumentos, na maioria dos casos, discordavam de mim, na semana passada, ao ver a notícia de que Amarante vai gravar com Devandra Banhart, lembrei dessa história e pensei: “pois é… a coisa continua como antes mas a banda ainda está aí”. Achei melhor esperar o quinto álbum dos caras para ver no que ia dar, na esperança de ouvir um puta disco que jogasse por terra a minha “teoria de fim eminente”. Agora porém, para minha surpresa, acabo de redigir a seguinte nota para o site da Rock Press:

Os membros dos Los Hermanos divulgaram ontem no site oficial que a banda entrará em recesso por tempo indeterminado. Segundo a nota, a decisão dessa chamada “separação temporária” foi tomada em conjunto para que os integrantes pudessem se dedicar aos projetos paralelos, e a amizade entre os músicos permanece. “Não houve desentendimento ou discordância que tenha afetado nossa amizade tanto que continuamos jogando truco toda quinta-feira.”, garantem. Antes das “férias” porém a banda se apresenta na Fundição Progresso, no Rio, nos dias 08 e 09 de junho.

Pois é, Silveira, Eduardo Martinez, Leandro, Vinícius Theófilo e Mauricio Abrahão: eu estava mais certo do que imaginava. Acertei até o motivo.

Ah, claro! Boa sorte aos músicos em seus trabalhos paralelos! Tenho minhas opiniões sobre quem vai se dar melhor e tal, mas tudo bem… ainda é muito cedo para esse tipo de especulação.
cabô!

má será pussívu?

abril 23, 2007

Essa notícia tem quase uma semana, mas havia me esquecido de comentá-la por aqui…

Devandra Banhart está atualmente em estúdio preparando o quinto álbum de sua discografia. O sucessor de Cripple Crow, de 2005, terá, entre outras, a participação de Rodrigo Amarante, membro dos Los Hermanos. Ainda não há previsão de lançamento para esse novo trabalho.

Lembro que da vez que quis escrever sobre como eu acredito que a polarização criativa nos Hermanos poderá resultar no desgaste e até no futuro término do grupo (sim! porque gostemos ou não, bandas acabam!), os fanzocas dos barbudos (pausa: há uma diferença clara entre e fanzoca; ao contrário do 2º, que pensa que sua banda favorita tem alguma espécie de poder divino e está acima do bem e do mal, o 1º, apesar de admirar o trabalho de seus… hmm… ídolos, consegue aceitar a HUMANINDADE desses mesmos, consegue aceitar que os caras são sujeitos a erros, sejam músicas ruins, atos idiotas, etc) quiseram meu pescoço.

Agora… Amarante num álbum do Devandra? Hmmm…
Deixa o quinto álbum chegar pra eu falar alguma coisa. E não falo do quinto álbum do gringo…

só um “à toa”…

dezembro 3, 2006

Eu que pensava que já tinha conseguido gente suficiente que não gostasse de mim apenas falando mal da postura “Eu Sou O Senhor da Verdade” e criticando a utopia da imparcialidade de alguns “coleguinhas” estudantes de jornalismo (tem também a turma que não gosta de mim desde o ensino médio, mas esses… já faz tanto tempo que nem eles e nem eu nos lembramos direito dos motivos), me surpreendi ao descobrir que um texto escrito sem compromisso (e que em momento algum quis ofender ninguém – quer dizer, até quis tirar um sarro, mas com a cara de um amigo, um dos esquizofrênicos citados) fosse me render adjetivos como “viadinho”, “à toa”, “fã enrustido”, “jornalista indiezinho” tudo assim, de uma vez só.

Quer entender?
Leia esse tópico do orkut aqui

Moore

novembro 15, 2006

(…)
A maioria de nós não consegue localizar vocês no mapa – e, pior, também não conseguimos localizar nosso inimigo.

De acordo com uma pesquisa recente, 85% dos americanos adultos com idades entre 18 e 25 anos não conseguem achar o Iraque em um mapa. Eu acho que o primeiro parágrafo do código de leis internacionais deveria ser o seguinte: se um povo não consegue encontrar o seu inimigo sobre o globo terrestre, ele não tem permissão para bombardeá-lo.

É possível que um povo tão ignorante esteja no controle do mundo? Antes de mais nada, como foi possível que chegássemos lá? Oitenta e dois por cento de nós não temos nem sequer um passaporte! Só um punhado de nós pode falar em outra língua que não o inglês (e nós mal falamos essa…).

George W. só agora anda vendo o resto do mundo, e porque ele tem de ver, poirque, uai, é u qui us presidente faiz. Eu acho que nós só estamos no comando do mundo porque temos armas maiores. É engraçado como isso sempre parece funcionar. (…)

Michael Moore, no prefácio exclusivo para a edição brasileira de “Cara, cadê meu país?” (prefácio na íntegra aqui).

Com o final do período da faculdade, só Deus sabe quando vou conseguir acabar de ler esse livro.

Tati é rock & roll!

novembro 14, 2006

Depois de ter sido pega com maconha (como George Michael e Art Garfunkel), Tatiana dos Santos Lourenço, mais conhecida pela alcunha de Tati Quebra-Barraco (com aquela pança, eu a chamaria de Tati Quebra-Cama; com aquela cara, de Tati Quebra-Espelho) aprontou novamente.
Tati, que por conta do flagra com o fininho terá de participar de um curso antidrogas (como Scott Weiland), foi pega na noite de ontem dirigindo sem habilitação (os já citados Scott Weiland e George Michale também já tiveram seus problemas no trânsito). Para “melhorar”, na saída da delegacia, disse que “quisesse ir embora, dava qualquer dez reais” para os PMs e ficava tudo certo (declarações polêmicas… forte de pessoas como Lobão e, recentemente, Robbie Williams).

Resultado? Vai ser processada por conta da declaração, considerada pela PM como uma “ação covarde”, independente do fato da reputação da polícia carioca (isso para não dizer a polícia brasileira) não ser mesmo grande coisa.

A funkeira, que no mês de outubro cancelou apresentações nos Estados Unidos por ter medo de avião (como Richie Valens), recentemente, divide seu tempo em duas atividades: arrumar confusão com a justiça e tentar, por meio de cirurgias plásticas (como Courtney Love), consertar o que a natureza quis que fosse estragado. Ao contrário da segunda atividade – que dificilmente alcançará algum êxito – Tati tem se saído muito bem no que diz respeito às confusões.
Como uma autêntica pop-star!


[Pode arrancar as costelas, fazer lipo, quebrar a cara em forma de asterisco e montá-la outra vez. Para certas coisas, não tem jeito. Só nascendo de novo, e, mesmo assim, olhe lá…]

mais um livro e outras questões

novembro 6, 2006


Acaba de chegar aqui em casa A Vida Como Performance, compilação de perfis escritos por Kenneth Tynan e organizados por Daniel Piza para a Coleção Jornalismo Literário, da editora Companhia das Letras.

Um dia, com um pouco mais de dinheiro e tempo para ler, compro a coleção completa. O que importa agora, porém, é a razão pela optei por A Vida Como Performance no lugar de outros que ainda não tenho.
A resposta para isso está logo no primeiro parágrafo da orelha do livro (ou no texto deste link):

“Kenneth Tynan foi o melhor crítico de dramaturgia da língua inglesa de sua época. Espectador privilegiado de uma geração de gigantes do palco e das telas, soube como ninguém descrever os momentos gloriosos vividos pelo teatro inglês em meados do século XX. Combinando o prazer da escrita com a precisão da análise, Tynan celebrizou-se pelas descrições sintéticas e penetrantes dos artistas que retratava e dos espetáculos que analisava. Crítico ácido da apatia que dominava o teatro inglês na década de 50, apoiou com entusiasmo a nova geração que entrava em cena naquele momento (John Osborne, Harold Pinter, Arnold Wesker).”

“Combinando o prazer da escrita”! Aham!
Esquecendo deste livro em especial, mas ainda falando em jornalismo… se o autor não sente prazer ao escrever e, ainda mais, se o leitor não sente prazer na leitura, bem… de que vale?
A criatividade não deve ser deixada de lado em favor da tal “objetividade”! Sinceramente… o mundo já perdeu tempo demais com MACACOS TREINADOS, com textos que qualquer semi-analfabeto tendo recebido as devidas instruções seria capaz de produzir.

Prazer. Tesão. Sorrisos – na cara de quem lê e na cara de quem escreve. Aí é que está o segredo, e é isso que venho procurando encontrar em tudo que tenho lido (de livros como o do Tynan passando por revistas como piauí e Rolling Stone Brasil) e, guardadas as proporções, é claro, tentado transmitir em textos como O verdadeiro plebeu (que, aliás, teve repercussão maior que a esperada: apesar de ter escrito para o S&Y, onde acabou não sendo publicado, o texto bateu recordes de leitores aqui no blog, além de ser reproduzido na Discoteca Básica, do Ricardo Schott, e no site da Plebe Rude – surgiu até a possibilidade de falar com os outros caras da banda, caso eu me empolgue de aparecer em algum dos shows desse final de semana). A informação está ali… em meio ao que pode ser pejorativamente chamado de “nariz de cera” – algo que qualquer estudante de comunicação passa quatro anos ou mais ouvindo que deve ser evitado, mas que, ao conversar com qualquer meia dúzia, descobre-se que é o que mais as pessoas sentem falta no meio à enxurrada de blablablá de gente pretensamente “isenta”, “imparcial” (blegh!) e “objetiva”.

A maldita figura do Senhor Formador de Opinião – “Oh! Eu sei, eu digo, você acredita e ponto final!” – dá nos nervos. Informar deve também levantar questões, suscitar dúvidas, abrir espaço para diálogo, discussões. Deve COMUNICAR! NINGUÉM é senhor da verdade, nenhuma história é 100% verídica e, acreditar nessa possibilidade, nada mais é do que o extremo da inocência.

Mas… não acredite em mim.
Não acredite em ninguém.
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Concordando com Mr. Hunter Thompson: “Eu não obtenho satisfação alguma com a velha e tradicional ótica do jornalista – ‘Eu cobri a história. Eu dei uma versão equilibrada’”.
Eu também não.

cadeia?!

outubro 18, 2006

Que história é essa de que a PF vai começar a perseguir quem BAIXA mp3?! Qual é a dessa palhaçada agora?
Falta do que fazer certamente não é, afinal, os dólares do PT – pra ficar em apenas um exemplo – ainda são um mistério.

Agora querem transformar em criminosos pessoas como você e eu.
Conseguiram bem inverter a regra do jogo…

o Voto

setembro 24, 2006

A boca ainda amarga um pouco o gosto do etanol barato da noite passada. Espero não ser sinal de um resfriado vindouro (ainda mais depois de ter passado duas horas em alta madrugada me escondendo da chuva repentina e torcendo pelo primeiro ônibus do dia, ou carona de um conhecido, de uma ambulância, de um camburão, de QUALQUER coisa), mas minha cabeça dói.
E vai doer ainda mais…

Lá vem…

Uma maldita e barulhenta carreata intitulada “carreata da vitória” se aproxima. Fico me perguntando que espécie de acordo escuso pode ser capaz de tornar aliados dois bicudos como um candidato peemedebista ao cargo de deputado estadual (pela milésima vez) e um senhor feudal, digo, um prefeito petista de cidade do interior, que já protagonizaram interessantes discussões.

Lá vem…

O jingle mais irritante da história fica cada vez mais alto.
Fogos. Fogos. Beijinhos e acenos (tchauzinhos cínicos, sorrisos plásticos).
E mais fogos.

Tento me distrair lendo o blog do Marcelo . E lá está… a letra. Lá está… a música.
Faço o download. Aumento as caixas de som.

Lá vem…

Dou o play.

Estão chegando.

A voz surge entre as guitarras com os versos “imagine uma eleição em que ninguém fosse eleito” e “seja alguém, vote em ninguém”.

E lá vão eles. Sem sequer apertarem a campanhia de meu barraco.

Felizes somos nós que, em 2006 – 25 anos após “Vote em Branco” ter sido composta pela Plebe Rude – podemos cantá-la sem a preocupação de sermos presos por isso (como os integrantes da banda, naquele clássico episódio de Patos de Minas, em 1982).
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Imaginem uma eleição em que ninguém fosse eleito
Já estou vendo a cara do futuro prefeito
Vamos lá chapa, seja franco
Use o poder do seu voto, vote em brancoVote em branco!

Seja alguém, vote em ninguém
Seja alguém, vote em ninguém
Seja alguém, vote em ninguém

Esquerda direita, em cima em baixo
Você assim e eu assado
Quando vamos para de tomar lados?
Quando vamos parar de ser enganados?

Enganados!

“Você está sentado no bar, num happy hour tomando um choppinho no fim de tarde, quando entra um cara cantando ‘Seja alguém / Vote em ninguém’. Você olha pra ele, não presta atenção, acha que é um louco. Agora, duas pessoas. Duas pessoas entrando no mesmo bar cantando ‘Seja alguém / Vote em ninguém’. Vão achar que são dois palhaços, ainda não vão prestar atenção. Mas agora são dez pessoas em volta do bar marchando e cantando ‘Seja alguém / Vote em ninguém’. As pessoas vão colocar os seus chopps na mesa e vão prestar atenção. Elas vão achar que é uma gang. Agora temos 100 pessoas andando pela rua e cantando ‘Seja alguém / Vote em ninguém’ atraindo mais e mais pessoas. As pessoas vão ver que é um movimento, elas vão aderir. E é isso mesmo. Elas querem mandar uma mensagem. E a mensagem é essa: Estamos de saco cheio de não sermos representados. Estamos de saco cheio de só sermos lembrados de quatro em quatro anos quando vocês querem nossos votos. Vocês não nos representam, por isso vamos ser alguém e votar em ninguém”.

[Vote em Branco – Plebe Rude].

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ps.: diz aí, Carina… em quem seu pai vai votar? hehehe