Archive for the ‘ranhetices’ Category

sumiço, natal etc.

dezembro 21, 2006

Ok, eu sumi. Sem condições de pensar em atualizar um blog quando você está com a casa em obra, a namorada doente e com os miolos fritos debaixo de um calor de 39 graus antes mesmo do início do verão (que, se só começa oficialmente hoje… imagine o que está por vir!).

Só para dizer que não escrevi nada sobre as comemorações natalinas, reproduzo abaixo a “mensagem” que escrevi para os amigos do orkut:

Já que você finge que se importa com os outros…

Chegamos ao término de mais um ano. A Terra deu mais uma volta em torno do sol e… (olha que legal!) você não morreu… ainda!

25 de dezembro é o dia em que convencionou-se comemorar o natal, que a princípio seria a comemoração do nascimento de Cristo, mas que você e a maioria das pessoas que você conhece utiliza apenas como pretexto para dar uns telefonemas e torrar o 13º comprando presente para aquela pessoa chata que – ainda bem – você só finge que se importa quando chega o final de dezembro, torcendo para receber alguns em troca também. Ah! Não podemos esquecer de outra grande utilidade do natal: tirar a barriga da miséria comendo o máximo que puder, e ficar o mais bêbado possível – tudo, óbvio, sob a desculpa de que é uma “data de confraternização”.

Já que você fica assim… tão imbuído desse “espírito cristão” (você não vai dar o braço a torcer e admitir que tudo que você quer é ficar bêbado e empanturrado, não é mesmo?), quero sugerir uma coisa: faça algo REALMENTE útil, algo realmente HUMANO e muito mais bonito que dar um carrinho de controle remoto pro chato do seu sobrinho!
DOE SANGUE!
Simples: dia 22 de dezembro é uma sexta-feira. Saia mais cedo do trabalho, passe no hemocentro mais próximo de sua casa e, em alguns minutos, você terá feito algo muito mais sadio do que simplesmente dar os malditos telefonemas para aquele monte de gente com quem você só fala no mês de dezembro.

Depois de ter feito isso, faça o de sempre: dê os tais telefonemas (e se gabe com o cunhado por você ser uma boa pessoa, não tem problema!), dê e ganhe (ou não) os presentes, vá para a casa da sua vó (ou mãe, ou tia, ou amigo, sei lá), coma ainda mais do que o costume (afinal, você doou sangue! você PRECISA se alimentar!) e – e esse é o ponto mais interessante para você, meu amigo gambá – BEBA! Você vai ficar bêbado com menos esforço que todos à sua volta, e vai poder até fazer aquela piadinha ridícula: “tem muito sangue no meu álcool”!

Então… feliz natal pra você, né?

Jorge Wagner Mello de Andrade
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Psiu… dia 22 é amanhã, viu?
Falando sério, que tal fazer algo de útil ainda em 2006?! Ainda dá tempo!

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Só pra saber – parte II

dezembro 8, 2006

Diz aí, só pra saber: o que você incluiria numa lista de cinco coisas que gostaria de fazer/realizar/presenciar para dar um pouco mais de cor à sua vida?

Minha lista, em ordem +/- decrescente:

5 – Ler todos os livros do Hornby;
4 – Assistir todos os episódios (de todas as temporadas) dos Simpsons;
3 – Ter um filho (na hora certa, planejado, tudo certinho);
2 – Publicar um livro;
1 – Ter a minha casa.
***

Agora é com você, anônimo que visita isso aqui com freqüência (seja você meu amigo ou um xiíta com preguiça de interpretar textos maiores).
Mas vê se responde coisas possíveis de acontecer (o que praticamente exclui a possibilidade de respostas como “nadar numa piscina de Coca-Cola” ou “Assistir o Radiohead no Tim Festival”), viu?

O fim é o maior dos começos.

dezembro 6, 2006

Título brega, não?

Só pra dizer que fiz hoje a última prova na faculdade. Agora, pra dizer realmente que acabei, só falta entregar a monografia.
Sinceramente, não gostaria de ter que fazer qualquer outro tipo de prova (nem mesmo pra tirar carteira de motorista – coisa que, aliás, tá cara pra caramba!) tão cedo!

Sabe aquele momento em que você põe a mão na consciência e pensa “e daí?”. Pois é.

Acabou, e agora tenho que encarar a difícil tarefa que é recomeçar, começar algo novo. Mas, pra isso, preciso de um emprego, e já. E antes do emprego, por pelo menos alguns dias,p reciso dormir, viajar, entrar numa academia (tô com medo desse pânceps!), ficar em silêncio. Preciso de alguns copos de café.
Preciso renovar as baterias.

Só pra livrar esse texto da total inutilidade, me diz uma coisa: tem um emprego aí pra mim não?

só um “à toa”…

dezembro 3, 2006

Eu que pensava que já tinha conseguido gente suficiente que não gostasse de mim apenas falando mal da postura “Eu Sou O Senhor da Verdade” e criticando a utopia da imparcialidade de alguns “coleguinhas” estudantes de jornalismo (tem também a turma que não gosta de mim desde o ensino médio, mas esses… já faz tanto tempo que nem eles e nem eu nos lembramos direito dos motivos), me surpreendi ao descobrir que um texto escrito sem compromisso (e que em momento algum quis ofender ninguém – quer dizer, até quis tirar um sarro, mas com a cara de um amigo, um dos esquizofrênicos citados) fosse me render adjetivos como “viadinho”, “à toa”, “fã enrustido”, “jornalista indiezinho” tudo assim, de uma vez só.

Quer entender?
Leia esse tópico do orkut aqui

não leia isso!

novembro 28, 2006

Deve ser o calor. Ou não. Talvez sejam as provas finais na faculdade. Em todo caso, o fato é que o estresse antingiu o ponto máximo por aqui, e isso por si só já explica a falta de textos novos.

Espera só um pouquinho, ok? Eu volto logo. E menos mal humorado.

fazer o quê se é disso que eles gostam?

novembro 13, 2006

É sempre legal ver as coisas dando certo para seus amigos. Mesmo quando essas coisas dizem respeito a algo que você jamais faria, como estudar física, vender o corpo ou… ser lutador (e não digo que não faria isso apenas pelo meu corpinho de mosquito, mas… porque acho estranho mesmo essa história de homem-agarrado-com-homem, trocando soquinhos até um deles sair com a cara arrebentada – ou os dois saírem com a cara arrebentada, um com a cara mais arrebentada que o outro).

chamado de ''orgulho da baixada'', Leonardo vota nulo; mas não conte pra ninguém!
Luta, aliás, foi algo que meu amigo Leonardo Melo (nenhum parentesco comigo), mais conhecido pela alcunha de “Léo Caçador” (para o pessoal do M12a ele será sempre o “Cacinha”, ou o “Caça-caça”) escolheu para sua vida. Conseguiu com isso alguns títulos como lutador de kickboxing. No mês passado, arrebentando a cabeça do lutador londrino Eli Régis com “marretadas” e joelhadas, conseguiu também, além de algumas fotos pra lá de bizarras e um olho roxo, o 1º lugar num campeonato de Vale-Tudo realizado em Várzea Paulista.

Com isso, crescem suas chances de conseguir patrocínio.
Leonardo começa a ganhar certa… “projeção”: primeiro figurou em um “jornal” chamado Integração (sabe aqueles panfletos de cidade pequena custeados pela prefeitura que só servem para rasgar elogios aos políticos, embrulhar peixe e forrar fundo de carro? então…); hoje, apareceu no caderno da baixada do jornal O Dia (ver página 19); em breve, deve aparecer nas páginas de algumas revistas espacializadas em homem-batendo-em-homem (cara, como isso soa… gay!).
eu disse que as fotos eram bizarras!

o show que eu não vi

novembro 10, 2006

1 da manhã de Sexta-feira, dia 10 de novembro de 2006. Nesse exato instante começa um show em que eu, até ontem, acreditava que estaria presente: Los Hermanos no “campo do Atlético de Seropédica”. Não fosse o fato da patroa ter ficado resfriada, eu não teria trocado a apresentação de um monte de barbudos com camisas listradas – tanto no palco quanto no público – por alguns filmes e um bom edredon.

SE-RO-PA!
Seropéééédica!
Nunca entendi muito bem esse nome. Tem algo a ver com bicho-da-seda, ou qualquer coisa parecida. Mas pouco – ou quase nada – importa. Ninguém se lembraria desse lugar se não fosse pela UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), que ocupa uma fatia considerável dos 267 Km² do território do município.

Não que eu goste do lugar (não passa de mais uma dessas cidades que, a exemplo de suas “vizinhas i” – Itaguaí, Paracambi, Japeri e Piraí – e de tantas outras, estão sempre sujeitas aos mandos e desmandos dos Senhores Feudais, os Donos da Cidade – e do destino dos que lá habitam –, os… “doutores” e “coronéis” que, apesar de tudo, conseguem de vez em quando – em certos lugares, conseguem de vez em sempre –, um mandato de deputado aqui, ou um cargo no governo do estado acolá, visando sempre a ampliação de seus domínios). Mas, devo admitir… tenho um certo – e nostálgico – apreço: cursei meu ensino médio por aquelas bandas; fiz amizades que perduram até hoje; também aprontei das minhas (dobrando à primeira direita ao lado do tal campo – como quem sai de Seropédica em direção à Dutra – e andando uns 100 metros, você poderá encontrar a casa de uma antiga namorada dos meus 16 anos – se é que pode se chamar de namoro um caso de pouco mais de um mês do qual fugi sem deixar vestígios, só encontrando novamente mais de um ano depois).

Desde abril de 2002 – mais precisamente após a formatura – deixei de freqüentar a cidade. E o “bandeijão” da Rural. E a Adega. E a banca-de-jornal-ao-lado-da-primeira-passarela. E o bar ao qual chamávamos de “Escritório”. E tudo mais.
Convenhamos: já faz bastante tempo.

Hoje, agora… 1 e qualquer coisa da manhã… quer saber?
Dane-se a Rural e seus “artesãos de durepox”, com seus dreads apodrecendo e suas malditas sandalinhas de madeira!
Dane-se o coroné, o bicho-da-seda prefeito por duas vezes, dono do auto-rótulo “prefeito legal”, que, a partir de janeiro próximo, assume o mandato de deputado estadual!
Danem-se as rimas!
Danem-se as barbas e camisas com listras horizontais.

Eu troco qualquer coisa por alguns momentos a mais ao lado da pessoa que me faz feliz, mais feliz do que qualquer música, mais feliz do que qualquer lembrança.
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ps.: o autor desse texto continua tendo amigos na cidade, acha a comida do “bandeijão” uma porcaria, ouve Los Hermanos, usa barba e adora camisa com listras horizontais.

mais um livro e outras questões

novembro 6, 2006


Acaba de chegar aqui em casa A Vida Como Performance, compilação de perfis escritos por Kenneth Tynan e organizados por Daniel Piza para a Coleção Jornalismo Literário, da editora Companhia das Letras.

Um dia, com um pouco mais de dinheiro e tempo para ler, compro a coleção completa. O que importa agora, porém, é a razão pela optei por A Vida Como Performance no lugar de outros que ainda não tenho.
A resposta para isso está logo no primeiro parágrafo da orelha do livro (ou no texto deste link):

“Kenneth Tynan foi o melhor crítico de dramaturgia da língua inglesa de sua época. Espectador privilegiado de uma geração de gigantes do palco e das telas, soube como ninguém descrever os momentos gloriosos vividos pelo teatro inglês em meados do século XX. Combinando o prazer da escrita com a precisão da análise, Tynan celebrizou-se pelas descrições sintéticas e penetrantes dos artistas que retratava e dos espetáculos que analisava. Crítico ácido da apatia que dominava o teatro inglês na década de 50, apoiou com entusiasmo a nova geração que entrava em cena naquele momento (John Osborne, Harold Pinter, Arnold Wesker).”

“Combinando o prazer da escrita”! Aham!
Esquecendo deste livro em especial, mas ainda falando em jornalismo… se o autor não sente prazer ao escrever e, ainda mais, se o leitor não sente prazer na leitura, bem… de que vale?
A criatividade não deve ser deixada de lado em favor da tal “objetividade”! Sinceramente… o mundo já perdeu tempo demais com MACACOS TREINADOS, com textos que qualquer semi-analfabeto tendo recebido as devidas instruções seria capaz de produzir.

Prazer. Tesão. Sorrisos – na cara de quem lê e na cara de quem escreve. Aí é que está o segredo, e é isso que venho procurando encontrar em tudo que tenho lido (de livros como o do Tynan passando por revistas como piauí e Rolling Stone Brasil) e, guardadas as proporções, é claro, tentado transmitir em textos como O verdadeiro plebeu (que, aliás, teve repercussão maior que a esperada: apesar de ter escrito para o S&Y, onde acabou não sendo publicado, o texto bateu recordes de leitores aqui no blog, além de ser reproduzido na Discoteca Básica, do Ricardo Schott, e no site da Plebe Rude – surgiu até a possibilidade de falar com os outros caras da banda, caso eu me empolgue de aparecer em algum dos shows desse final de semana). A informação está ali… em meio ao que pode ser pejorativamente chamado de “nariz de cera” – algo que qualquer estudante de comunicação passa quatro anos ou mais ouvindo que deve ser evitado, mas que, ao conversar com qualquer meia dúzia, descobre-se que é o que mais as pessoas sentem falta no meio à enxurrada de blablablá de gente pretensamente “isenta”, “imparcial” (blegh!) e “objetiva”.

A maldita figura do Senhor Formador de Opinião – “Oh! Eu sei, eu digo, você acredita e ponto final!” – dá nos nervos. Informar deve também levantar questões, suscitar dúvidas, abrir espaço para diálogo, discussões. Deve COMUNICAR! NINGUÉM é senhor da verdade, nenhuma história é 100% verídica e, acreditar nessa possibilidade, nada mais é do que o extremo da inocência.

Mas… não acredite em mim.
Não acredite em ninguém.
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Concordando com Mr. Hunter Thompson: “Eu não obtenho satisfação alguma com a velha e tradicional ótica do jornalista – ‘Eu cobri a história. Eu dei uma versão equilibrada’”.
Eu também não.

sacanagem é o que rege o mundo!

outubro 31, 2006

Bem lá no fundinho (ui!), todo mundo… (e isso inclui você)… só pensa em SACANAGEM!

Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, o terceiro parágrafo desse texto aqui iria atrair visitas dos pervertidos do meu Brasil.

Po… “Putaria Xuxa”?! Deixa a VOVÓ em paz, gente!
E… “ver Sandy pelada”? Vai ser ginecologista da família Xororó!

Tem certeza de que é essa tábua mesmo quem você quer ver?!
Se ainda fosse a Wanessa Camargo

Deixa pra lá…

pra não dizer que não falei das eleições…

outubro 29, 2006

Acabo de votar. Estranho, mas… onde estava a foto da HH quando eu digitei 50 e confirmei?
Não me venha com essa história de escolher o “menos pior”. Esse discurso não funcionou no primeiro turno, não iria funcionar agora.

O povo tem o que merece. A coroação de __________ (censurado) como Sérgio Cabral aqui no Rio e Lula em âmbito nacional só vem pra confirmar: o dia do circo é em outubro, não em abril.

Resta saber se os palhaços são eles ou os 170 milhões de habitantes que continuam dando poder essa corja de ______ __ ____.