Archive for the ‘vidinha’ Category

qual o antônimo de “escapismo”?

maio 2, 2008

Acho que eu nunca quis voar. E Ícaro, bem… ele sempre me pareceu um tanto quanto bobo, prepotente, arrogante.

Diz, pra quê ficar distante? Por que ver as coisas por cima, de longe? A idéia de permanecer no chão, de encarar a realidade na linha do horizonte, sem precisar abaixar ou levantar o olhar sempre me soou muito mais interessante.

Jamais quis ser um pássaro, ser anjo, ter asas – nem de penas, nem de cera. Contento-me em ser humano, em ter os pés no chão.
Meus tombos nunca foram desastrosos, e o sol… esse jamais me fez cair.

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abril 30, 2008

Manhã sem sol.
É cinza, faz frio. E chove…
Da janela para fora,
Da janela para dentro.

[sem título]

março 29, 2008

Quantos?
Quantos livros,
Quantos filmes,
Quantos discos?
E os sorrisos,
Quantos?
Quantas vezes, do melhor ao pior?
Quantos rostos?
Quantas unhas, suor?
Quantos medos,
Espelhos, segredos?
Lábios, línguas, saliva…
Conta!
Quantos pratos, copos,
Tratos, contratos, retratos?
Quantos pedaços de plástico?
Quantos momentos mágicos?
Erros pra pra consertar,
Lembranças para guardar…
Quantos dias?
Quantas horas?
Quantas?
Você saberia contar?

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janeiro 18, 2008

O show de lançamento do cd da Columbia ontem, como eu já suspeitava, foi beeem bacana. Bom som, bom repertório (músicas do cd + covers para Yellow, do Coldplay, Champagne Supernova, do Oasis, e Santa Chuva, composta pelo Marcelo Camelo e gravada pela Maria Rita – valorizada numa versão com a cara da banda) e casa lotada.
Casa lotada, aliás, quase foi problema…
A Lu tinha deixado pra comprar o convite na hora do show, mas pouco antes de chegarmos lá, ficamos sabendo que as entradas estavam esgotadas. Mas foi tudo bem. Por fim ela conseguiu uma credencial e entrou como minha fotógrafa (e até que, de umas 30 tentativas, umas 5 fotos ficaram bem legais… rs).

Estou com o cd em mãos e pretendo resenhá-lo nos próximos dias. Assim que o texto sair, aviso por aqui.
***

Voltei com o esquecido wilcoetc. Aquele mesmo esquema de antes: de tempos em tempos posto alguma coisa relacionada à alt-country, folk e congêneres por lá.

Depois

janeiro 13, 2008

Dias nublados, canções ensolaradas, viagens longas, frases curtas.

– Tá pensando em quê? – Ela me pergunta depois de alguns minutos de silêncio, olhos mirando o nada e cotovelos apoiados pouco acima dos joelhos.
– Oi? Ah… nada demais.

Calça jeans, mensagens de texto, o disco do Primary 5, dedos entrelaçados, analgésicos que não surtem efeito.

– Você tá meio distante…
Bobagem. São dois palmos, ela deitada, eu sentado.
– Não é nada, sério. Impressão sua.

Janelas abertas, a cortina se movendo devagar, sinal de brisa lá fora. Tomara que refresque. Tem feito muito calor por esses dias.
Nomes de cachorro, séries de tevê, rasuras no cartão-resposta de um concurso público para o qual não vou passar. A nova banda de uma antiga promessa a futuro grande compositor brasileiro, um copo de café, detalhes em
Vanilla Sky, perfumes, loções, vestidos e sapatos.

Olho para o lado e ela dorme. Peço um beijo e ela resmunga algo que não entendo. Toco seu braço, acaricio seu rosto, ajeito seu cabelo. A cubro com o lençol, beijo sua testa, pego minhas coisas e vou embora. Pensando em nada.

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dezembro 23, 2007

Só para avisar que tanto eu quanto o blog ainda estamos vivos.
Só estou realmente sem tempo e anda um bocado difícil parar por aqui pra atualizar.
Volto assim que for possível. =]

Boooas festas pra todos e cuidado com os exageros.

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dezembro 13, 2007

Impossível enumerar aqui as razões para dizer que minha vida na última semana foi de uma bagunça terrível. Mil coisas, entre chatas, boas, chatas-pra-cacete, ruins e muito, muito boas (e inesperadas).
Mas tudo bem por esses lados. Só me resta dizer que tudo está se ajeitando, e o que ainda não está, há de se ajeitar em breve. =]

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ps.: quando você acha que já conheceu gente doida de tudo quanto é tipo, alguém aparece pra te surpreender…

“the game has just begin”

outubro 30, 2007

Jogos Mortais.
Sempre gostei de filmes que envolvem assassinatos em série, violência bem pensada e trama surpreedente, mas devo admitir que me interessei ainda mais por esse tipo de coisa depois de ter me relacionado com uma pessoa que assistia pelo menos um suspense por dia.
O vício dela tornou-se meu hábito, e quando dei por mim, a estava presenteando no natal – para o espanto do resto da família – com um box contendo os dois primeiros filmes da série Jogos Mortais. O relacionamento acabou, e se há algo que ficou foi o gosto por filmes como esse (de vez em quando penso seriamente em telefonar para ela, pedir o box emprestado e nunca mais entregar).

Pois hoje fui ao cinema assistir ao quarto filme. Não vou ficar aqui babando, tecendo comentários gigantes sobre. Ao invés disso, deixo apenas uma palavra: ASSISTA!

“Make your choice!”

***

ps.1: Só não conto o final porque não lembro o nome do policial que também era ajudante do John Kramer.

ps.2: Valeu a companhia, honey! Fez o dia valer ainda mais a pena. =]

ps.3: Hannibal vs. John Kramer… seria uma boa!

[sem título]

outubro 17, 2007

e aquela certeza, antes tão definitiva
de tão certa encontrou o seu aveso.
uma canção, um dia, prometo
sem tristeza, sem adeus, sem nomes:
nosso segredo.
escondo as histórias
guardo os sorrisos
as boas memórias
e o velho soneto de Vinícius.

[…]

outubro 15, 2007

É… desculpa aí, viu?