Archive for dezembro \31\UTC 2006

Hoje, agora.

dezembro 31, 2006

Nós seres humanos temos a mania besta de acreditar que algo vai ser diferente depois de um ciclo de 12 meses. “Os meus dezenove anos”, “os meus vinte”, “em 2003”, “em 2004”…  aniversários, viradas de ano, feriados variados. Nos escondemos atrás de calendários como se eles tivessem alguma estranha espécie de poder mágico, alguma forma de fazer com que os doze meses seguintes, contando a partir daquele momento, possam ser melhores que os doze meses que passaram.

Como podemos ser assim tão… inocentes? Sua vida foi melhor esse ano? Legal! Sua vida será EXATAMENTE a mesma amanhã! Você será a mesma pessoa e tudo o que vai realmente mudar será aquele último número na data do seu cheque.

Repita comigo: Nada no mundo vai mudar. Nada no mundo vai mudar. Nada no mundo vai mudar.
A esperança é um falso remédio quando todos os fatos mostram que nada caminha rumo a dias melhores.
***

Tudo bem que, pesando tudo, não tenho muito do que reclamar do meu ano de 2006. (Da mesma forma que, sei lá, 1999, ou 2002) Meu 2005 foi uma droga. Até 31 de dezembro de 2005, uma droga. Assim como 1º de janeiro de 2006, 2 de janeiro de 2006, 3 de janeiro de 2006… e, até as coisas se acertarem, foi assim mais alguma meia dúzia de dias – em seqüência ou perdida ao longo dos 365 dias do calendário amassado com o escudo do Botafogo que guardei dentro da minha carteira.

Não espere que “o ano novo traga muita paz”. Busque a paz AGORA, e amanhã (que só por um acaso será dia 1º de janeiro de 2007), e depois, e depois, e depois.
Não espere que as portas se abram em 2007. Lute para que elas se abram NESSE EXATO MOMENTO!
Não deixe para ser feliz em 2007! Seja feliz hoje! Comece agora, comece… todos os dias.
***

Eu agradeço pelas amizades que surgiram em 2006, e desejo que permanceçam comigo por quantos anos mais forem possíveis. Eu agradeço pelo amor que surgiu em 2006, mas que poderia ter surgido antes e que deve se renovar no passar de cada dia. Eu agradeço por ter saúde, hoje, agora. E… já que nós humanos temos a mania besta de acreditar que um novo ciclo de doze meses é algo assim tão… especial, capaz de nos fazer gastar nosso tempo para falar sobre eles, então… eu desejo à vocês, meus amigos, meus parentes, meu amor, meus conhecidos, estranho leitor anônimo e até mesmo àqueles que, por uma ou outra razão, fazem parte da minha lista de desafetos, toda saúde, paz e força de vontade. Não em 2007, mas hoje, nesse instante, amanhã e sempre.

Feliz todos os dias!

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Johnny Mercury

dezembro 27, 2006

Duas verdades irrefutáveis:

  • – Freddie Mercury, o falecido dentuço vocalista do Queen (o “de verdade”, antes dessa brincadeira caça-níqueis com o Paul Rodgers – que é sim um grande cantor, mas diante do Free e do Bad Company) foi um dos maiores cantores de todos os tempos.
  • – Johnny Depp é %*&@! Só pelos papéis de Edward e Hunter Thompson já seria digno de aplausos. Com o restante do currículo, nem se fala.

Pois que tal Johnny Depp interpretando Freddie Mercury nos cinemas? E se a Tribeca Productions, do Robert De Niro, estiver envolvida no projeto? Legal, né?
Não é viagem não… tá tudo aqui, nesse jornal português.

Hmmm… Depp, De Niro, Freddie, Brian May auxiliando… isso vai merecer, no mínimo, alguma atenção.

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Goodbye, Sex Machine!

dezembro 27, 2006

Com atraso, mas tudo bem…

Pode falar o que for: que eu não tinha um disco do cara por aqui, que soul/funk nunca foram o meu forte e tudo mais, mas é sério… fiquei bem triste com essa baixa.
2006, ainda mais agora pro final, foi beeem cruel, não?
Ainda bem que tá acabando.

Má notícia, crianças…

dezembro 24, 2006

Papai Noel morre em festa de crianças na InglaterraLondres – Crianças observavam com horror quando um Papai Noel caiu e morreu enquanto distribuía presentes em uma festa de Natal no último domingo, na Inglaterra. Andrew Robertson, 82 anos, foi levado para um outro quarto depois de cair, afastado das crianças, mas foi considerado morto quando os médicos chegaram.

Robertson vestia-se de Papai Noel na festa de Natal do clube de boliche de Broughty Castle há muitos anos. “Andy era uma figura paterna. Qualquer coisa que era pedida para ele, ele fazia”, disse Ian Smart, secretário do clube.

Uma criança perguntou como iriam ganhar presentes no dia de Natal se o Papai Noel estava doente. “As crianças sabiam que algo estava errado, mas não viram muito”, disse o secretário.

fonte: O Dia

– Ho… ho… oh! Ah!
Ploft!
– Ô tííííío! Comé quieu vô ganhá presente si Papai Noel… MORREU?!

Isso deve ser extremamente traumatizante…

recomendação

dezembro 22, 2006

Sei que falei dele aqui no post com os links para 2 álbuns do Teenage Fanclub, mas não custa falar novamente: visite o blog Indie Power Pop, do Pedro Damien.
Estou dando uma geral por lá com um sorriso de um lado ao outro do rosto. Não é por menos: posts dedicados à Matthew Sweet (o link já está fora do ar, mas fico na torcida para uma repostagem…), Big Star (link expirado também, mas pretendo falar deles por aqui qualquer dia desses, pode ser que linque algum álbum), Teenage Fanclub, Ambulance Ltd. etc, em um só lugar, não é coisa que se encontra todo dia.

Nas palavras do Pedro:

“Este blog mostra e fala sobre as principais bandas de indie e powerpop, publicando links para mp3 e álbuns que são difíceis de encontrar no mundo real.”

Vai , vai…

sumiço, natal etc.

dezembro 21, 2006

Ok, eu sumi. Sem condições de pensar em atualizar um blog quando você está com a casa em obra, a namorada doente e com os miolos fritos debaixo de um calor de 39 graus antes mesmo do início do verão (que, se só começa oficialmente hoje… imagine o que está por vir!).

Só para dizer que não escrevi nada sobre as comemorações natalinas, reproduzo abaixo a “mensagem” que escrevi para os amigos do orkut:

Já que você finge que se importa com os outros…

Chegamos ao término de mais um ano. A Terra deu mais uma volta em torno do sol e… (olha que legal!) você não morreu… ainda!

25 de dezembro é o dia em que convencionou-se comemorar o natal, que a princípio seria a comemoração do nascimento de Cristo, mas que você e a maioria das pessoas que você conhece utiliza apenas como pretexto para dar uns telefonemas e torrar o 13º comprando presente para aquela pessoa chata que – ainda bem – você só finge que se importa quando chega o final de dezembro, torcendo para receber alguns em troca também. Ah! Não podemos esquecer de outra grande utilidade do natal: tirar a barriga da miséria comendo o máximo que puder, e ficar o mais bêbado possível – tudo, óbvio, sob a desculpa de que é uma “data de confraternização”.

Já que você fica assim… tão imbuído desse “espírito cristão” (você não vai dar o braço a torcer e admitir que tudo que você quer é ficar bêbado e empanturrado, não é mesmo?), quero sugerir uma coisa: faça algo REALMENTE útil, algo realmente HUMANO e muito mais bonito que dar um carrinho de controle remoto pro chato do seu sobrinho!
DOE SANGUE!
Simples: dia 22 de dezembro é uma sexta-feira. Saia mais cedo do trabalho, passe no hemocentro mais próximo de sua casa e, em alguns minutos, você terá feito algo muito mais sadio do que simplesmente dar os malditos telefonemas para aquele monte de gente com quem você só fala no mês de dezembro.

Depois de ter feito isso, faça o de sempre: dê os tais telefonemas (e se gabe com o cunhado por você ser uma boa pessoa, não tem problema!), dê e ganhe (ou não) os presentes, vá para a casa da sua vó (ou mãe, ou tia, ou amigo, sei lá), coma ainda mais do que o costume (afinal, você doou sangue! você PRECISA se alimentar!) e – e esse é o ponto mais interessante para você, meu amigo gambá – BEBA! Você vai ficar bêbado com menos esforço que todos à sua volta, e vai poder até fazer aquela piadinha ridícula: “tem muito sangue no meu álcool”!

Então… feliz natal pra você, né?

Jorge Wagner Mello de Andrade
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Psiu… dia 22 é amanhã, viu?
Falando sério, que tal fazer algo de útil ainda em 2006?! Ainda dá tempo!

Teenage Fanclub

dezembro 18, 2006

 

O Pedro Damien (que, entre outros, conduz o ótimo blog Indie Power Pop) me enviou, a pedido, links para dois álbuns do Teenage Fanclub que eu estava com dificuldades de encontrar: o Grand Prix e o Howdy!. Aproveito para repassá-los aqui, caso seja do interesse de mais alguém.


Howdy! – download


Grand Prix – download

Caso você se empolgue, aproveite para ler o texto do Nick Hornby sobre Howdy! (leia mesmo sem baixar o disco, afinal, é Nick Hornby!), o texto do Pedro sobre Man-Made (disco mais recente dos caras) e essa lista de melhores dos anos 90, em que Grand Prix é quase unanimidade entre as listas.

Pode ser que, por alguma razão, você não conheça absolutamente nada da banda. Agora… se você gosta de canções, de melodias, refrões… que isso não seja mais verdade por muito tempo (entendeu, né? baixa logo isso, rapaz!).

Serviço de Utilidade Pública

dezembro 16, 2006

Cansou de me ver escrever sobre Jeff Tweedy, Wilco e relativos por aqui?
Tudo bem!
Prometo que a partir de agora só escrevo sobre eles aqui no Canção Pobre quando achar realmente necessário.

Enquanto isso, escrevo sobre eles lá no Wilco, Etc., ok?!

Mais um adeus

dezembro 15, 2006

2006 tem sido um ano de adeus. De Syd Barrett à Billy Preston, passando por Carequinha e Jece Valadão e chegando agora ao mais novo membro da ala artística do mundo espiritual, Sivuca.
Nascido Severino Dias de Oliveira em 1930, Sivuca era muito mais do que um velhinho careca de barba e cabelos brancos, sósia de Papai Noel e Hermeto Pascoal. Gravando desde a década de 1950, Sivuca tornou-se respeitado mundialmente, fazendo de sua sanfona um instrumento livre de bandeiras, convenções e regionalismos. Nas acertadas palavras do arcebispo Dom Aldo Pagotto, em nota de pesar (veja completa a seguir), o sanfoneiro foi “um de seus maiores instrumentistas, arranjadores e compositores” da música brasileira.

Menos um grande talento na face da terra. Cada vez mais, a arte perde seus gênios. Que, pelo menos, não esqueçamos deles.

A música brasileira está de luto.

Tomada de surpresa pelo desaparecimento do grande músico paraibano, Severino Dias de Oliveira, Sivuca, a Arquidiocese da Paraíba expressa profundos sentimentos de pesar.

A arte brasileira fica sem um de seus maiores instrumentistas, arranjadores e compositores. Artista desde criança, quando ainda morava no interior do Estado, Sivuca nos deixa um legado memorável.

O seu talento na arte de compor, combinado com o inigualável toque na sanfona, presenteou-nos com execuções que valorizam a cultura e as raízes do povo nordestino.

Neste momento de pêsames, sentimo-nos solidários com a família, manifestando um sentimento de dor e de fraternidade cristã.

+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

Haja fio de grama!

dezembro 12, 2006

Não tenho certeza, mas acho que a primeira vez que li qualquer coisa sobre o Wilco – já não sei mais quanto tempo tem isso – foi fuçando o Spectorama, antigo blog do Takeda. Por alguma razão, a definição “alternative country” não me agradava, então demorei um bom tempo até baixar alguma coisa.

Sabe quando você ouve um disco e com o último acorde deixando de soar, fica a impressão de que tudo o que você já havia ouvido até então não era lá tão bom assim? Você precisava conhecer essa banda. Você precisava ouvir aquele disco, aqueles discos, aquela discografia, aquela banda em que o guitarrista e vocalista tocou há mais de dez anos, aquele outro projeto, aquela participação, aquela…

Acho que apenas dois nomes mexeram comigo dessa forma: Jeff Buckley (lá pelo já distante ano 2000, 3 anos depois dele ter ido beber da água do Rio Mississipi) e Jeff “Wilco” Tweedy. Em ambos os casos, gastei horas e mais horas lendo, assistindo e baixando tudo o que encontrava sobre eles na internet (o problema é que, ao contrário de Jeff Buckley, que esteve oficialmente em atividade apenas entre 1994 e 1997, Tweedy está por aí desde os fins dos anos 80, e gravando discos atrás de discos, com uma infinidade de bandas). Enquanto Buckley me fez ter interesse por muitos singers-songwriters (de Dylan e Van Morrison até Emmett Tinley e John Mayer), além de muitas bandas assumidamente ou não influenciadas por ele, o Wilco de Jeff Tweedy me fez antenar os ouvidos para bandas relacionadas com o tal já citado alternative country – renovação de um som tipicamente americano, que, independente do meu preconceito inicial, acabou entrando para minha galeria de interesses.

Dependendo do tempo que você me conhece, nada aqui é novidade. Mesmo aqui no Canção Pobre, já falei algo sobre isso outras vezes. Então qual a razão desse post? Para falar a verdade, nenhuma em especial. Pelo menos, nenhuma que não seja passar para vocês três links que me fizeram abrir um largo sorriso quando os encontrei:

1º – The Jayhawks – discografia;
2º – Son Volt – discografia (banda de Jay Farrar, ex-companheiro de Tweedy no Uncle Tupelo);
3º – Whiskeytown – discografia (banda do qual Ryan Adams fez parte).
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Quanto ao título do post, trata-se de uma referência a um texto publicado no Gordurama, sobre o disco Make Me Armored, do excelente The Scourge Of The Sea, disponível para download lá no blog do Luiz Young.