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Estrelas Encobertas

fevereiro 10, 2007

Há uma máxima que diz que todo jornalista musical é um músico frustrado. Se isso é verdade ou não, ao pé da letra, eu não sei. Mas não sou eu quem vou provar o contrário.
Talvez nem todos vocês saibam, mas sou meio que um músico frustrado. Talvez não tão frustrado assim, porque nunca “investi” numa carreira ou coisas do tipo. Já compus algumas coisas, fiz umas 3 gravações mais “sérias”, uma meia dúzia de gravações caseiras (que, pra falar a verdade, são mais legais que as tais “gravações sérias”, mas que nem por isso eu vou mostrar! rs), mas nunca cheguei a acreditar que poderia ganhar algum dinheiro com isso. É um hobby do qual me esqueço durante boa parte do ano, e que só me lembro quando, por exemplo, estou andando pela rua e encontro um amigo (ou uma roda deles) com um violão.

Um dia desses, num desses encontros ao acaso, me fizeram lembrar de uma letra que, modéstia a parte, gosto bastante (a música até que é legalzinha também, mas isso não vem ao caso agora). Se não me engano, foi feita em maio de 2005. A idéia de escrever a coisa mais otimista que o cara mais pessimista do mundo poderia escrever (algo como “o mundo é uma droga, a vida é uma droga, então não pensemos nisso e pode até ser que um dia a gente dê a sorte de conseguir algo de bom!”), em parceria com meu amigo Átila de Carvalho, rendeu isso aqui:

ESTRELAS ENCOBERTAS (JW/Átila)

Tudo fica mais bonito quando fica na lembrança,
Coisas ganham brilho novo quando acaba a esperança
De onde vem essa tristeza?
Será coisa de criança?
Só você sabe, só você sabe com certeza

Quando as luzes apagarem nós veremos as estrelas
Quando você cansar de vê-las,
Talvez o dia amanheça,
Talvez o sol apareça

Se é pra ser fácil pra alguém,
Que seja assim pra você, e não pra mim
Se é pra ser fácil pra alguém,
Que seja assim pra você, e não pra mim
Seja fácil, você sempre foi assim.

Os caminhos que cruzam a estrada têm mais flores
E pedras, buracos, espinhos, cansaço
Não há beleza infinita
Que sustente os derrotados,
Nada é bom o bastante para nos manter sorrindo

E mesmo que hajam nuvens encobrindo as estrelas
Quando você cansar de vê-las,
Talvez o dia amanheça,
Talvez o sol apareça…
Mas só talvez.

Se é pra ser fácil pra alguém,
Seja assim pra você, e não pra mim.
Se é pra ser fácil pra alguém,
Seja assim pra você, e não pra mim.
Nada é fácil. Eu não sei mentir assim.
***

Talvez eu tenha me transformado nesse personagem. Essas linhas dizem muito sobre como tenho pensado ultimamente.
sorria, JW! eu disse pra sorrir... ah! deixa, vai assim mesmo!
***

Ainda estou devendo um retorno decente do blog, mas ainda não consegui. Em todo caso, recebi uns 3 recados pelo orkut de pessoas que nunca vi na vida que diziam ler o blog, apesar de não comentarem. Por causa de vocês, vou tentar tomar vergonha na cara! rs

Mas saibam que quando não tiver nada de novo aqui no blog, com certeza terá aqui, nas notinhas diárias que tenho feito para o site da Rock Press.

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Como em um livro, um filme ou um “era uma vez”

novembro 29, 2006

Foi então que aquela garota, que eu conhecia desde o já distante ano de 2002 e com quem voltara a ter contato (via mundo digital) há pouco mais de três semanas, uma certa sexta-feira de maio veio me cobrar uma promessa:

– E o livro, ein? Quando você vai me emprestar?
– Poxa, bem lembrado! Estava emprestado com um amigo, mas ele me devolveu HOJE! Ia até falar isso com você!
– Ah! Me empresta então!
– Claro! Como faço pra passá-lo pra você?
– Não sei… você está em casa domingo?
– Tô sim!
– Passo aí de tarde então!
– Tá certo! Qualquer coisa, me liga!

Ela ligou. Ela foi. E assim, naquele domingo, pouco mais de 48 horas após voltar para casa depois de um bom tempo rodando entre amigos, meu exemplar de Alta Fidelidade saía de minhas mãos mais uma vez. É claro que eu não liguei. Ainda mais por ansiar pelo menos por um mês (desde uma noite na qual voltamos com uma mesma turma de um pequeno show de uma banda de amigos em comum) pelo dia em que teria a chance de vê-la novamente à minha frente.
E ela estava… LINDA – assim, com todas as letras maiúsculas. E tímida. E, com sua bela saia preta, sua camiseta branca, seu pequeno par de óculos, seus cabelos presos… ela sorria, abaixava os olhos, olhava para os lados, balançava os braços. E eu… eu me apoiava no portão, sorria sem parar aquele sorriso não menos tímido, com a boca fechada e olhos apertados, mirava as pequenas bandeiras estendidas por toda a rua (era época de Copa do Mundo) – bem, fazia isso pelo menos durante os momentos em que não conseguia desgrudar meu olhar daqueles lindos e brilhantes lábios.

Eu já falei do perfume? Não?! Céus… aquele era o melhor cheiro que eu jamais havia sentido em qualquer pessoa, em qualquer época, em qualquer situação.

Livros pra lá, filmes pra cá, shows, cds, cachorros, vizinhos legais, vizinhas fofoqueiras, doces, futebol, bandeirinhas, amigos sumidos, lembra-daquele-dia, quando-foi-mesmo-aquele-meu-aniversário-em-que-você-veio-aqui, já-faz-bastante-tempo e muitos outros assuntos tratados assim, com uma simplicidade quase boba, por trás de sorrisos e olhares desviados.

Tá bom. Eu sei. Eu sei que já falei “sorrisos” muitas vezes por aqui. Mas foi assim mesmo. Nem consigo me lembrar há quanto tempo não sorria tanto quanto sorri naquele dia.

Não é difícil adivinhar: me apaixonei.

Oito dias depois, quando receberia de volta meu Alta Fidelidade (ler Hornby: ponto! Ler rápido: mais pontos!), alguns minutos de conversa e… lá estávamos nós, juntos, como num pequeno simples conto em que (quase) tudo começa com um livro, ou um filme, ou um disco, ou um “era uma vez”, ou mesmo com uma lista de 5 de qualquer coisa que seja passível de ser listada. Estávamos cogitando um namoro no segundo dia, assistindo filmes no terceiro, indo juntos a um show dos Los Hermanos no quinto.

A verdade, percebemos alguns dias depois, é que éramos um casal desde o momento em que demos nosso primeiro beijo.
***

– Comprei um presente pra você, mas queria entregar só na quarta-feira!
– Ah, não! Você sabe como eu sou curioso!
– Sei sim! Na verdade, eu queria embrulhar antes…
– Não precisa!
– Um instante.

E lá vem ela, com um de seus lindos sorrisos nos lábios, trazendo em suas mãos, postas para trás, alguma coisa para mim. Ela se põe ao meu lado e vira devagar, enquanto diz:
– Estava procurando há um tempo, mas só encontrei hoje. Vê se você gosta…

Se tudo – ou quase tudo – começou com um livro de Nick Hornby, ela sabe exatamente como me surpreender e marca nosso sexto mês juntos (quem se importa com um ou dois dias de antecedência?) me presenteando com o DVD de um certo filme, baseado num certo livro, com um certo John Cusack no papel principal: Alta Fidelidade.

Como não gostar?
Como não acreditar que estou ao lado da pessoa mais especial do mundo?

fazer o quê se é disso que eles gostam?

novembro 13, 2006

É sempre legal ver as coisas dando certo para seus amigos. Mesmo quando essas coisas dizem respeito a algo que você jamais faria, como estudar física, vender o corpo ou… ser lutador (e não digo que não faria isso apenas pelo meu corpinho de mosquito, mas… porque acho estranho mesmo essa história de homem-agarrado-com-homem, trocando soquinhos até um deles sair com a cara arrebentada – ou os dois saírem com a cara arrebentada, um com a cara mais arrebentada que o outro).

chamado de ''orgulho da baixada'', Leonardo vota nulo; mas não conte pra ninguém!
Luta, aliás, foi algo que meu amigo Leonardo Melo (nenhum parentesco comigo), mais conhecido pela alcunha de “Léo Caçador” (para o pessoal do M12a ele será sempre o “Cacinha”, ou o “Caça-caça”) escolheu para sua vida. Conseguiu com isso alguns títulos como lutador de kickboxing. No mês passado, arrebentando a cabeça do lutador londrino Eli Régis com “marretadas” e joelhadas, conseguiu também, além de algumas fotos pra lá de bizarras e um olho roxo, o 1º lugar num campeonato de Vale-Tudo realizado em Várzea Paulista.

Com isso, crescem suas chances de conseguir patrocínio.
Leonardo começa a ganhar certa… “projeção”: primeiro figurou em um “jornal” chamado Integração (sabe aqueles panfletos de cidade pequena custeados pela prefeitura que só servem para rasgar elogios aos políticos, embrulhar peixe e forrar fundo de carro? então…); hoje, apareceu no caderno da baixada do jornal O Dia (ver página 19); em breve, deve aparecer nas páginas de algumas revistas espacializadas em homem-batendo-em-homem (cara, como isso soa… gay!).
eu disse que as fotos eram bizarras!

das coisas simples…

novembro 2, 2006

O que é que eu posso falar?

sacanagem é o que rege o mundo!

outubro 31, 2006

Bem lá no fundinho (ui!), todo mundo… (e isso inclui você)… só pensa em SACANAGEM!

Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, o terceiro parágrafo desse texto aqui iria atrair visitas dos pervertidos do meu Brasil.

Po… “Putaria Xuxa”?! Deixa a VOVÓ em paz, gente!
E… “ver Sandy pelada”? Vai ser ginecologista da família Xororó!

Tem certeza de que é essa tábua mesmo quem você quer ver?!
Se ainda fosse a Wanessa Camargo

Deixa pra lá…

sobre o blog do Marcelo Camelo

outubro 12, 2006


Esse texto foi escrito durante a madrugada.
Talvez cansado do fato de que mais de 80% dos comentários diziam respeito à sua letra feiosa (algo que o autor deste post aqui também admite que tem), Marcelo Camelo deu um passo rumo a uma tecnologia mais avançada no post desta quinta: digitou em máquina-de-escrever.

Jorge Wagner gosta bastante de Los Hermanos. Mas não é chegado em hieroglifos.

Jorge Wagner rabisca em papel de pão.

do que se esquece com o tempo.

outubro 11, 2006

Essa versão em quadrinho para um antigo conto de minha autoria não é nenhuma novidade para quem visitava aqueeeele meu outro blog. Pra variar, mais uma parceria com o Doug.
Resolvi postar porque… bem… não tenho um porquê. Resolvi postar e isso basta.
**********

Ficção. Até que eu gosto do conto acima e de mais umas 2 aventuras minhas nessa praia. Todas aventuras curtas, nunca com mais de três páginas – se é que cheguei a isso. E hoje eu recebo uma proposta interessante para escrever justamente algo ficcional mais consistente (não vou entrar em detalhes até por não ter me decidido sobre aceitá-la ou não).
Fiquei honrado com a proposta e tudo, estou matutando por aqui, mas… caramba! Até que ponto eu seria capaz de fazer algo a altura do convite… eu simplesmente não sei!

Não sei mesmo.

sem texto por hoje.

outubro 8, 2006

texto por JW, arte por Douglas Felix

Mais um dos desenhos do Doug para algo que realmente aconteceu.
Não tenho certeza, mas acho que já havia postado isso no blog antigo. Maaaas… quem se importa?

3 segundos (again)

setembro 29, 2006

texto por JW e arte por Douglas Félix

Versão com desenhos que o Doug fez para o texto que postei aqui há alguns dias.

ps.: se alguém entendeu o último quadrinho, por favor, me explique!

ps2.: qual é a dessa barbinha no cara do desenho?! heheh