Archive for outubro \31\UTC 2006

sacanagem é o que rege o mundo!

outubro 31, 2006

Bem lá no fundinho (ui!), todo mundo… (e isso inclui você)… só pensa em SACANAGEM!

Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, o terceiro parágrafo desse texto aqui iria atrair visitas dos pervertidos do meu Brasil.

Po… “Putaria Xuxa”?! Deixa a VOVÓ em paz, gente!
E… “ver Sandy pelada”? Vai ser ginecologista da família Xororó!

Tem certeza de que é essa tábua mesmo quem você quer ver?!
Se ainda fosse a Wanessa Camargo

Deixa pra lá…

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O verdadeiro plebeu (até que não tão rude assim)

outubro 30, 2006

fotos por Carina Dornellas

Com pouco mais de 17 mil habitantes e aproximadamente 77,5 km² de área total, Mendes é um lugar onde, em pleno sábado a tarde, é possível encontrarmos um senhor de cabelos brancos e óculos fundo-de-garrafa, trajando uma camisa vermelha abotoada até o alto do pescoço, cantando bolero para uma praça vazia. Dona do 4º melhor clima do mundo – como gostam de repetir, com orgulho, os moradores –, é uma daquelas cidades do interior do Rio de Janeiro que não pareceriam deslocadas se fossem cidades do interior de Minas.

 Roadie do Nando Reis, violeiro, fotógrafo amador, ex-engenheiro de som, ex-produtor e, é claro, ex-guitarrista da Plebe Rude, Jander Ribeiro, um sujeito grande e forte, de fala pausada e barba desgrenhada capaz de fazer inveja em muitos Hermanos, morou aqui por 16 anos. Não mora mais. Depois do término de seu casamento com a “menina mais bonita” citada na letra de “2ª feriado” (do terceiro disco da banda), mudou-se para São Pedro da Serra, em Nova Friburgo, mantendo assim a preferência por locais afastados dos grandes centros urbanos. Suas visitas à Mendes, hoje em dia, restringem-se a ocasiões esporádicas, como quando vem visitar as filhas Carina e Bianca, de 17 e 13 anos.

 “Não fui eu quem escolhi morar em Brasília. Não foi vontade minha”. Mineiro de nascimento, Jander, que já havia morado na capital por volta de 1974, mesmo sem querer, voltou à Brasília em 1980, período de efervescência de um cenário punk no país. Tornou-se amigo da “Turma da Colina”, da qual faziam parte, entre outros, futuros membros de bandas como Capital Inicial, Legião Urbana e Escola de Escândalo, além de André Mueller (“a discoteca da turma, o cara que adorava gravar compilações em k7 com umas duas músicas de cada banda e distribuir para os amigos”) Philippe Seabra e Gutje, a já formada Plebe Rude a qual “Ameba” (“isso é apelido de moleque mesmo, sem maiores razões”) veio se juntar, ainda que não soubesse muito bem tocar guitarra. “Muita gente olha pra mim e pensa ‘esse cara é o maior roqueiro’, e eu nunca fui roqueiro! Eu nunca tive um disco rock, e muita coisa eu vim a conhecer bem mais tarde, com meu irmão Julian, que é uns 10 anos mais novo que eu. Eu nunca soube tocar guitarra e acabei tocando numa banda punk, já que pra ser punk não precisava saber tocar. Eu era punk não pela música, mas por questões ideológicas”, garante.

 Músicas como “Até Quando Esperar?”, “Proteção”, do mini-disco O Concreto Já Rachou (1985) e “Censura”, de Nunca Fomos Tão Brasileiros (1987) tornaram a banda conhecida em todo país. Não repetindo o sucesso dos primeiros discos com Plebe Rude III (1989), repleto de experimentações como a mistura de ritmos regionais em faixas como “Valor” e “Repente”, por exemplo, a relação entre os membros da banda se tornou tensa e Jander, já morando em Mendes e tendo sido pai há pouco tempo, acabou “convidado a sair”. Pouco depois montou o Tira Saibro, grupo com o qual se apresentou durante 6 anos em bares, comícios e em “onde mais tivesse espaço”, tocando o que pedissem. “No nosso primeiro show, em Valença, o cara que contratou teimou que queria ouvir só bossa nova, e foi lá a gente tocar bossa nova a noite inteira”.

 Fez direção de palco para Lulu Santos, trabalhou como roadie para Fernanda Abreu, Engenheiros do Hawaii, Pato Fu e Gabriel, o Pensador. É melhor estar à frente de um palco ou nos bastidores? Jander garante que não gostaria de estar nem em um lugar nem em outro. “Parei de estudar no 1º ano. Não me especializei em nada. Isso é o que eu sempre fiz, é só o que eu sei fazer. O showbussines é ingrato. Ninguém faz o mesmo sucesso por anos. Eu trabalhei com o Gabriel quando vendeu 1 milhão de cópias e… cadê ele?! Nem faz tanto tempo assim!(…) Se pudesse, estava fora! Quando puder… estarei. Já foi meu tempo!”

 Em 1999 a Plebe Rude ensaiou um breve retorno com a formação original, que rendeu o disco ao vivo Enquanto a Trégua Não Vem, em 2000, e alguns poucos shows (“uma lona cultural sei lá onde hoje, uma outra daqui a 15 dias… uns poucos shows bons em Brasília onde deu pra tirar um dinheirinho…”), mas a participação de Jander ficou só por aí. “Enquanto Philippe recebe a pensão por conta dos trabalhos do pai dele e o André tem um emprego no banco, com mobilidade pra sair uma sexta-feira mais cedo e viajar pra tocar, eu sou duro. Eu era duro. No começo era só um projeto: a gente toca, grava um ao vivo, faz uns shows. E mesmo com as poucas apresentações dessa época, os caras teimaram que dava pra fazer coisa nova. Isso eu não quis. Saí fora.”.

 Há quem considere esse retorno da Plebe em 1999 como um dos primeiros sinais de um movimento de revival dos anos 80 no Brasil. “Eu acho muito estranho esses caras com seus 40 anos fazendo a mesma coisa que faziam aos 18, tendo a mesma atitude que tinham há 25 anos atrás. Pegam o que era pra ser anti-comercial na década de 80 e como não sabem fazer mais nada, tentam ganhar um dinheiro com isso agora.”. Perguntado se aplica a mesma opinião à Plebe, pensa um pouco, olha para os pés, coça a barba e diz que sim, “com a diferença de que pelo menos eles tentam fazer alguma coisa nova”.

 Enquanto seus ex-companheiros batalham a divulgação de R ao Contrário (novo disco da Plebe que trouxe Clemente, dos Inocentes, no lugar de Ameba), Jander, que tem aprendido desenho e que, tendo a fotografia como hobby, recentemente vendeu alguns cartões-postais de Nova Friburgo (“Tem que ser hobby mesmo! Minha máquina está ruim e uma boa nova custa uns R$3000! Teria que vender uns mil cartões pra comprar uma máquina boa e poder levar a sério!”), diz que tem como plano montar um bistrô (“para vender artesanato e comidas típicas”) ao lado da namorada, artista plástica, com quem passou as férias vendendo tapioca numa barraca montada nas ruas de São Pedro da Serra. “Sempre estive mais para ‘Jander do interior’ do que para ‘Jander da cidade’”.

 Se o fato de não ter ouvido R ao Contrário pronto (e nem demonstrar qualquer pressa em fazê-lo) não chega a surpreender, os fãs mais radicais, aqueles mesmos que, ainda hoje, criticam Plebe Rude III, devem torcer o nariz ao descobrir as preferências musicais atuais de Jander: “O que eu tenho ouvido? Tonico & Tinoco! Conheço pouco mas acho maravilhoso! Os caras por aí endeusam… Chico Buarque, mas o cara hoje em dia está cheio de coisas que não dá pra ouvir! Tonico & Tinoco foram os maiores artistas brasileiros, com mais de… sei lá… 800 músicas gravadas!”

 Ele tem fama de mal humorado, mas… desfrutando de um momento de sossego após três dias de estrada, talvez esteja cansado demais para demonstrar seu tão falado mau humor. Trabalhando muito desde agosto, quando começou a turnê de Sim e Não (disco mais recente de Nando Reis), “Jander do Interior” fez o trajeto Rio de Janeiro/São Paulo/Ribeirão Preto (onde Nando se apresentou na quinta-feira, 26 de outubro), foi para Recife (onde Nando tocou no dia seguinte, 27 de outubro) e então voltou ao Rio, para poder, finalmente, aproveitando a pausa para as eleições, visitar suas filhas em Mendes.

Alheio ao posicionamento político que consagrou a banda da qual fez parte durante a década de 80, Jander de hoje, na véspera das eleições de segundo turno, não sabe em quem vai votar. “Devo votar no Lula mesmo. Não sei ainda.”, diz, deixando sua voz transmitir uma certa insegurança, comum a muitos outros eleitores.

 Jander Ribeiro nunca foi tão brasileiro.
**************

pra não dizer que não falei das eleições…

outubro 29, 2006

Acabo de votar. Estranho, mas… onde estava a foto da HH quando eu digitei 50 e confirmei?
Não me venha com essa história de escolher o “menos pior”. Esse discurso não funcionou no primeiro turno, não iria funcionar agora.

O povo tem o que merece. A coroação de __________ (censurado) como Sérgio Cabral aqui no Rio e Lula em âmbito nacional só vem pra confirmar: o dia do circo é em outubro, não em abril.

Resta saber se os palhaços são eles ou os 170 milhões de habitantes que continuam dando poder essa corja de ______ __ ____.

Ameba

outubro 28, 2006

Ele tem fama de mal humorado, mas… desfrutando de um momento de sossego após três dias de estrada, talvez esteja cansado demais para demonstrar seu tão falado mau humor.

Acabo de voltar de Mendes, onde fui para entrevistar o Pai-Da-Namorada-Do-Ex-Namorado-Da-Minha-Namorada, ou melhor, o pai da minha amiga Carina, senhor Jander Ribeiro, que alguns de vocês devem conhecer como ex-guitarrista da Plebe Rude.
Ao contrário do que me fizeram crer (e ao contrário do que até eu mesmo esperava), Jander foi, à sua maneira, super gente boa.
Fiz a tal entrevista (com direito a algumas boas declarações) e agora começo a redigir o texto: um perfil sobre alguém que foi músico e hoje é roadie; foi punk por ideologia e não pela música; que morou em Brasília no começo de 1980 e foi amigo da “Turma da Colina” e que hoje ouve Tonico e Tinoco e mora em São Pedro da Serra.

Espero publicar o resultado em breve (posto o link aqui assim que rolar).
Tenho a impressão de que vou adorar escrever isso!

Mais uma vez, obrigado Carina! E agradeça ao seu pai por mim.

bochechas?

outubro 27, 2006

Fiz a barba.
É a primeira vez em cinco meses – mais precisamente desde que estou com a Luana – que fico realmente sem barba.
A primeira vez desde que comecei a jantar em casa e lanchar na casa da Lu (basicamente cachorro quente e coca cola, MUITA coca cola), todo santo dia, antes de deitar no sofá e passar o resto da noite assistindo filmes.
A primeira vez desde que passei a fazer beijinho (leite condensado, manteiga e coco ralado) umas 2 vezes por semana, comer Danette (o de brigadeiro branco é uma delícia!) também mais umas 2 vezes por semana e sair de vez em quando para comer porções de batata frita (com a variação batata frita com carne), regadas à Bohemia (para mim) e mais coca cola (para ela).

A primeira vez desde que, não sem motivo, meu pânceps resolveu dar uma certa desenvolvida.

E agora, sem barba, é a primeira vez que ouço a frase:
– Você está bochechudo!

“Você” e… “bochechudo” numa mesma frase! E nem é para perguntar se eu acho alguém bochechudo. É realmente para dizer que EU estou bochechudo.

Para um magrelo ossudo praticamente incorrigível como eu, isso é estranho.
Muito estranho.

rapidinhas

outubro 26, 2006
  • Assisti ontem a uma palestra genial com o Gustavo Nagib, autor de Guia do Pão-Duro e Guia do Pão-Duro 2, já citado algumas vezes como “o maior pão-duro do Brasil”.
    Tiradas como “Sempre marque seus encontros para depois das 9 da noite. Como mulher sempre atrasa, você a busca às 9h30, ela já vai ter jantado. Menos dinheiro com comida!” e “Dia de ir ao cinema é as quartas, que é mais barato. Por que vai querer ir no sábado?!” garatiram boas risadas.
  • “And she may cry like a baby / And she may drive me Crazy”
    9, o novo do Damien Rice, cresce a cada audição. Sei que é estranho falar isso, mas por conta de partes com bateria, ou de canções como Me, My Yoke, And I (juro que já ouvi algo com essa cara em algum disco solo do John Frusciante!), e do refrão de Rootless Tree, 9 soa mais… “pesado” que o álbum anterior, O (senha: discografias).
    Damien, esperto que é, compôs algumas faixas “inspiradas” em O. Elephant já era conhecida por seus fãs como The Blower’s Daughter II, enquanto Sleep Don’t Weep lembra BASTANTE a boa Cold Water. Vale citar também Coconut Skins, com climão à Bob Dylan em início de carreira (com “la-la-la-la” e tudo), se Dylan não fosse fanho.
    Se você ainda não baixou… só lamento.
  • Tudo bem que, por conta do meu jeito muitas vezes… RANZINZA, tenho fama de velho entre alguns (muitos) amigos. Mas não precisava de tanto…
    Acordar com uma dor ABSURDA nas costas, difícil até pra ficar andando (perder aula de Ética é problema! logo a matéria que eu fui pior nas provas…), já é um extremo da velhice que eu esperava que demorasse pelo menos uns 40 anos pra começar a sentir.

O segundo de Damião Arroz

outubro 24, 2006

Depois de um ano ou mais, minha namorada foi responsável por me fazer “voltar” a ouvir Damien Rice, deixando de lado o preconceito que cheguei a criar para com o cara por conta das versões-lixo-em-português – não-posso-paraaaaar-de-te-olhaaaaar – que vitimaram uma de suas canções. Já falei isso aqui.
Pois, uma vez que já consigo ouvir um disco inteiro do Damien (quase) sem pensar na sacanagem que fizeram com ele ao colocarem aquelas… coisas tocando o tempo-todo-em-todo-lugar, posso considerar 9 Crimes como um dos singles mais bonitos do ano (aliás, coisa que não falta em 2006 é single interessante, ainda que em termos de álbuns de qualidade – quantidade temos de sobra -, poderíamos estar melhor).

Mais de um mês depois de encontrar 9 Crimes para download meio que por acaso, acabo de encontrar 9, o segundo e aguardado disco de Damien Rice.
Já estou baixando. Confesso que com certa ansiosidade (culpa sua, Luana!).

Faça assim: baixe 9 Crimes e, se gostar (e SÓ se gostar), aproveita para baixar o álbum completo.

Enquanto isso, eu fico aqui cantando…

“Is that alright?
Give my gun away when it’s loaded
Is that alright?
If u dont shoot it how am i supposed to hold it
Is that alright?
Give my gun away when it’s loaded
Is that alright
Is that alright with u?”

aumento do número de acessos

outubro 24, 2006

Foi com certa supresa que notei, de uns dias pra cá, o absurdo aumento no número de visitantes aqui no Canção Pobre. Tudo bem que eu esperava mais acessos por aqui, que eu tenho divulgado o blog para amigos e amigos de amigos, mas… mais do que TRIPLICAR as visitas diárias em relação ao mesmo período do mês passado, eu realmente não esperava.
Fico feliz em saber que o texto sobre a Rolling Stone foi responsável por isso. Sinal de que há interesse pela publicação e, talvez, também sinal de que ela terá futuro.
Até então, Caixa Preta era o mais visitado (tragédias sempre chamam a atenção) e, logo em seguida, o da Revista piauí (outro bom sinal).

Eu já estava quase apelando… pensando em um texto repleto de palavras e expressões como “putaria”, “filme da xuxa”, “sandy pelada”, “vídeo da Cicarelli”, “como baixar vídeos no YouTube”, “Angelina Jolie” etc, só pra ver se um post assim iria atrair muitas visitas, mas desisti da idéia. Ops!

idéias…

outubro 23, 2006

Tarde de domingo, mês de maio, dia das mães. Ele, bermuda jeans, camiseta preta com estampa da Horror Business Records e chinelo de dedo, encosta a bicicleta (“É emprestada. Daqui a pouco tenho que ir lá devolver pro cara!”) e se esparrama pelo conhecido banco de madeira. Naquele banco, naquela tarde, ele é só mais um calmo funcionário público em dia de folga, apenas um cidadão (gordinho) qualquer. E essa é sua praça, sua casa, sua área, sua cidade: a pacata e tediosa cidade de Paracambi, interior do Rio de Janeiro, onde ele, Anderson Raposo, 24 anos, nasceu e foi criado.

Anderson começou na música aos 16 anos, substituindo o vocalista de uma banda de amigos (“Molecagem, tempos de colégio. Saia da escola e ia pro fliper com os caras. Um dia chegaram para mim, falaram que a 288 estava sem vocalista e perguntaram se eu queria entrar. Topei!”) e em 2002, aos 20, montou sua própria banda, a Razzia, que terminou em maio passado, tendo rendido pouco mais que alguns shows em um CD demo com três músicas.

Ainda em novembro do ano passado, Anderson assumiu o posto de vocalista do Jason, conhecida e experiente banda carioca de hardcore, já com vários álbuns (Odeia Eu de 1999 – Eu Sou Quase Fã de Mim Mesmo de 2000 – Eu, Tu, Denis de 2002, todos pelo selo Tamborete Brasil) e participações em splits e coletâneas lançadas em diversos países do mundo. Em pouco tempo, Anderson viu sua rotina de funcionário público, estudante universitário e músico-de-final-de-semana mudar, dando lugar à shows freqüentes, não só no Brasil, considerando as quase 35 apresentações da mini-turnê na Europa, que começou em 17 de março em Berlim, na Alemanha, passou pela França, pela Áustria e pela Eslovênia e voltou novamente para a Alemanha, chegando ao fim no último 1º de maio, com um show na cidade de Lübeck. Tudo uma grande novidade para o gordinho do interior, que saia do Brasil pela primeira vez…

Mesmo tendo depois descambado para uma entrevista “comum”, eu gosto bastante do tom dessa abertura do papo que levei com o Anderson, vocal do Jason, publicado originalmente há alguns meses no Scream & Yell.
Quero escrever perfis mais “leves”, com o tom que tentei dar ao começo dessa entrevista. Pra começar, estou tentando a possibilidade de entrevistar um outro sujeito, um pouco mais conhecido. O problema é que o cara tem fama de não falar muito sobre o passado… já fui atrás de quem pode de repente me ajudar e… vamos ver no que dá.

Por enquanto é só uma idéia.>

Shine On

outubro 22, 2006

“Please don’t cry,
You know I’m leaving here tonight,
Before I go, I want you to know,
There will always be a light.

If the moon had to run away,
And all the stars didn’t wanna play,
Don’t waste the sun on a rainy day,
The wind will soon blow it all away.

So many times I’d planned
To be much more than who I am,
And If I let you down, I will follow you around,
Until you understand.

If the moon had to run away,
And all the stars didn’t wanna play,
Don’t waste the sun on a rainy day,
The wind will soon blow it all away.

When the days all feel the same,
Don’t feel the cold or wind or rain:
Everything will be okay,
We will meet again one day.

And I will shine on for everyone.

So please don’t cry,
Although I leave you here this night,
Where I go, how far I don’t know,
I will always be your light

If the moon had to run away,
And all the stars didn’t wanna play,
Don’t waste the sun on a rainy day
The wind will soon blow it all away.

When the days all seem the same,
Don’t feel the cold or wind or rain,
Everything will be okay,
We will meet again one day.

And I will shine on for everyone,
Shine on for everyone

When the stars all look the same,
Don’t feel the cold or wind or rain,
Everything will be okay,
We will meet again one day.

And I will shine on for everyone,
Shine on for everyone.”

Shine On, canção que dá título ao novo disco do Jet.
O disco em si é a mesma coisa do primeiro: saques descarados em AC/DC, The Clash, Rolling Stones e, vez por outra, um pouco de Beatles. Nenhuma novidade, mas nem por isso, e de forma alguma, ruim.

Shine On mesmo (a música), por exemplo, em termos de baladas, é linda, e BEM melhor que Look What You’ve Done, sucesso babinha do álbum de estréia dos australianos.

Como eu gosto desses coraizinhos de vozes negras!